O UIGEA Brasileiro

agosto 1, 2011
Escrito por Gustavo Marques de Andrade – MaisEv.com

O UIGEA (Unlawful Internet Gambling Enforcement Act), chamado de Lei Anti-Gamble”, e conhecido pela maioria dos jogadores e empresas relacionadas à indústria do jogo, trouxe muita instabilidade para o poker online.

A discussão ganhou enorme proporção nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou pelo mundo, inclusive chegando à Europa que hoje vive o conflito travado entre liberdades individuais, livre circulação de produtos e serviços na zona comunitária e o monopólio estatal.

Nos Estados Unidos, o debate, a respeito da aplicabilidade do UIGEA e a regulamentação do poker online, já chegou às casas legislativas sendo que é esperado um desfecho da situação para os próximos 2 anos.

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A principal crítica à Lei Anti-Gamble americana é a dificuldade das instituições financeiras e até das empresas que oferecem jogo online, tendo em vista a falta de clareza da lei, para definir o que seria considerado “transação ilegal”.

O deputado americano Barney Frank e o senador Robert Menendez já apresentaram suas propostas para reforma da legislação o que atraiu a atenção de especialistas, como o professor Joseph Kelly, cujo artigo originalmente publicado no Poker Law Bulletin.

Enquanto a discussão nos EUA e Europa gira em torno de “transações ilegais”, monopólio estatal, receita dos governos, e demais aspectos econômicos, é fato que a situação no Brasil é outra, já que aqui há enorme carga negativa em torno do poker e também gritante indefinição legal quanto ao significado da expressão “jogos de azar”.

O fato é que, tramitam no Senado dois Projetos de Lei em conjunto, sendo o primeiro, apresentado em abril do ano passado, de autoria do Senador Magno Malta (121/2008), que praticamente repete a UIGEA americana ao pretender a vedação de transações financeiras relacionadas a jogos de azar e pornografia infantil.

No entanto, como já mencionado, outro projeto de lei (255/09), de autoria do Senador Garibaldi Alves Filho, complementaria o projeto de Malta ao definir como crime punido, com 1 a 3 anos de detenção, “a facilitação da exploração de jogo de azar por meio de rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, bem como a autorização para pagamento de crédito ou aposta relacionados ao referido jogo.”

A justificativa para tal projeto seria a dificuldade em processar as empresas que se dedicam à exploração de “jogos de azar” pela internet, na medida em que se encontram fora do território brasileiro e, dessa forma, inalcançáveis pela nossa jurisdição.

Caso este projeto seja convertido em lei (o que se espera até o final de 2010) as empresas de cartão de crédito e outras relacionadas a pagamentos, assim como os provedores de internet, teriam de decidir quais serviços e atividades poderiam ser considerados “jogos e azar” e portanto proibidos, e quais não se enquadrariam nessa categoria.

Vale lembrar que a escolha “errada” pode acarretar sérios problemas criminais, para os responsáveis por essas empresas, sendo o mais provável que, tanto os operadores de pagamentos como os provedores de internet, simplesmente bloquearão o acesso de IP´s brasileiros aos sites de poker, a fim de não assumir o risco de uma interpretação equivocada.

O curioso é que o mesmo Senador Garibaldi Alves, em 2007, apresentou o Projeto de Lei nº 359/07 com vistas à regulamentação do Bingo que poderia ser explorado diretamente por entes estatais ou por empresas autorizadas pelo governo(como é o caso das loterias da Caixa Econômica Federal), o que demonstra uma certa hesitação no ânimo do parlamentar quando o assunto é a repressão dos chamados jogos de azar.

Por fim, volta-se à discussão, iniciada com a edição do Decreto-Lei 3688/41 e à questão a respeito do enquadramento do poker como jogo de azar ou, no que acredita-se ser a alternativa mais plausível, jogo de habilidade.


Estratégia básica para Rush Poker

fevereiro 1, 2011
Retirado do fórum twoplustwo
Traduzido por Danilo Telles – MaisEV

A idéia básica do Rush Poker é que após uma mão ser finalizada ou o jogador resolver descartá-la, ele será instantaneamente levado para uma mesa aleatória, onde será colocado em um assento também aleatório.

Para acelerar ainda mais o jogo, não é necessário esperar a ação chegar até o jogador para desistir de uma mão, bastando apenas apertar o botão “Quick Fold” para ser movido para outra mesa.

A maior diferença entre os jogos comuns é que por estar sempre mudando de mesa, você não tem muitas leituras do seu oponente, então é necessário diversos ajustes, vamos a eles:

1) SEJA EXPLORÁVEL. Esta é a chave para tudo. Da mesma forma que nós não temos grandes leituras dos oponentes, eles também não tem leituras nossas. Normalmente, até mesmo os fishes entendem rapidamente (pois só estão jogando uma mesa) se nós apostarmos 1/2 do pote em cada c-bet em que não acertarmos o flop e o pote em todas as c-bets que acertarmos . Não mais. Então jogue de maneira terrivelmente explorável onde você aposta muito com mãos fortes e pouco com seus blefes e mãos fracas.

No pré-flop, nós agora podemos fazer nossos steals do button 3bb, ou até mesmo 2.5bb quando temos mãos fracas como 68s e 4bb ou até mesmo maior quando temos mãos com um bom valor. Nossas c-bets deve ser quase o pote sempre que for por valor e consideravelmente menos quando forem blefes. Dar c-bets de 1/3 do pote com o board A83r, que é super “dry” não é problema nenhum quando temos 9Ts e apostar o pote quando temos AQ é ótimo.

2)ROUBAR BLINDS. O jogo fica MUITO tight. Já que qualquer um pode apenas clicar o botão de fold e ter uma nova mão, as pessoas, inclusive o fish, tem a tendência da foldar milhões de vezes. Esta é uma verdade pré-flop, mas também é uma verdade pós-flop. Isto tornou o jogo a epítome do weak tight e nós sabemos exatamente como combater isto: roubar muitos blinds. Podemos abrir muito nosso range de SB/BTN/CO e até mesmo midlle position. Enquanto muitos vêem uma mão como Kxs ou Q7o ou qualquer que seja como um fold instantâneo no BTN, nós devemos esperar e ver se chega em fold até nós para definitivamente roubar. A maior parte do tempo as pessoas no SB e BB não estão mais na mesa e foldaram instantaneamente 10 segundos atrás. Então roube ainda mais do que o normal. Da mesma maneira, esta mentalidade weak tight parece que se estende ao flop, pois cbets ganham um impulso adicional no valor, então você deve fazer muitas c-bets lights pequenas, em posição ou não.

3)VALOR. O que é interessante é que as pessoas que estão jogando agora mesmo, parecem estar cometendo a maioria de seus erros pós-flop. Se vê tão poucos flops que quando alguém finalmente acerta um par alto no flop, simplesmente não deixam passar. Eu fiquei completamente chocado pelo montante de call downs light que vi, com relação a um jogo normal de NL25 ou NL50. O resultado, eu creio, é que second barrels de fato ganham um pouco menos de valor do que em um jogo normal, mas este pouco valor a certa altura ganha mais valor. Desde que não nos preocupemos com o equilíbrio ou metagame ou qualquer que seja o valor em double barreling contra regulares, para “equilibrar” nosso jogo e tentar ajudar a chegar à ação mais tarde, está tudo acabado.

Assim como o jogo normal, a idéia básica é sempre ir atrás de valor, valor, valor. E por causa desta mentalidade passiva, os escapes do jogo e a habilidade de jogar de maneira explorável, podemos alcançar grande valor só com pote, pote, shove mão após mão, quando fazemos TPTK ou dois pares ou qualquer coisa dependente do board. Não hesite em ir atrás de valor, mesmo se for pouco.

4) LEITURA. Infelizmente nossa leitura é reduzida, mas nós podemos ainda assim conseguir muitas boas leituras. Primeiro e mais importante é tamanho do stack. Se as pessoas não estão entrando com stack completo, elas são fish, de um jeito ou de outro, é apenas um fato. Nós podemos presumir que eles são mais loose passive do que a média e devemos ir em busca de mais valor e menos blefes contra esses jogadores. Da mesma forma, se alguém tem um stack realmente grande, geralmente é um bom jogador. Normalmente um bom regular tem algumas mesas onde ele dobrou, algumas mesas onde ele perdeu dinheiro e está com buy-in máximo, portanto é difícil dizer pelo tamanho do stack se o cara é bom… ele pode ser e apenas não ter vencido nada ainda. Entretanto agora, por causa do jogo correr tão rápido, com tantas mãos, os bons jogadores aumentam seus stacks muito rápido. Essa é a mesma idéia de conhecer o tamanho de stack “médio” de um multitabler e usar isto como um indicador. Então grandes stacks – bom, stacks pequenos – mau.

Outras boas leituras são leituras do tamanho da aposta, tais como, pessoas dando limp pré-flop, ou dando raise não-padrão do tamanho do pote do flop padrão, como minibetting ou com miniraise ou qualquer outro. O timing conta, o nome conta, etc. Vocês já sabem tudo isso, mas a questão é que antes nosso HUD nos diria que o cara é fish e perguntaríamos como lidar com o que descobrimos. Agora estamos usando tells para determinar que o cara é um fish, mais provavelmente que se encaixa no perfil padrão de um fish como loose passive que supervaloriza par alto, e então tirar vantagem disso, baseado em suas indicações limitadas. No entanto, vocês sabem que, se temos um cara que não entra com buy-in máximo e dá limp, as chances dele ser um fish loose passive são tais que não precisamos de HUD para confirmar isto.

Além disso, quando for para roubar, devemos tomar o tempo necessário para olhar para os jogadores à nossa volta, especificamente o tamanho do stack. Se tivermos dois short nos blinds, não queremos aumentar com 46s. Se tivermos dois fullstacks provavelmente devemos. Leve o tempo necessário para avaliar a situação, espere chegar em fold até você com aquelas mãos lixo, e tome a decisão de roubar ou não que será mais lucrativa do que apertar o botão de FOLD e esperar para ver AA na próxima mão.


Low Limits Manual – jogando o river – pt. VIII

janeiro 21, 2011

A última parte do manual de low limits vai tratar de todas as possibilidades que podemos vislumbrar no river, além disso irá comentar rapidamente sobre alguns aspectos pessoais, como jogador de poker, que devemos prestar atenção para alcançar o sucesso na carreira de poker como um todo. As partes antecedentes podem ser encontradas abaixo:

Pt. I; Pt. II; Pt. III; Pt. IV; Pt. VPt. VI; Pt. VII;

River play

Triple Barreling

A. Triple barrel é uma ciência complicada. você deve saber com quais tipos de mãos seu oponente está levando até o river e quais mãos podem dar call frente um shove (ou pot sized bet) e quais não podem. Eu quero começar dizendo que, sem history ou com history limitada de river play, shovar o river é a melhor jogada como blefe, e betar algo como $300 into $350 e deixar $100 ou algo pra trás é o melhor para extrair value (as pessoas interpretam isso como uma maneira barata de se executar um blefe e ficam assustadas em um shove).

Então, quais são as boas situações para dar triple barrels? Simplesmente depende do range que você coloca em seus oponentes. Minha favorita situação de triple barrel é o board seco AKx ou só Axx, onde basicamente nosso oponente é um jogador fraco ou um donk e você sabe que ele tem AT-A2 e não pode dar call em 3 streets com TPWK.

Também, ao dar call rapidamente no flop, normalmente ajuda porque você sabe exatamente o que eles tem. Então vamos dizer que você abre no BTN e alguém dá limpcall, o flop vem A92r, você beta 8bbs into 11bb, ele dá call. O turn é um 3-K e não é um 9, provavelmente bete 22-25bbs into 27bbs. River é denovo outro tijolo, provavelmente shove, ao menos que você tenha algo extra sobrando, que no caso, você deve dar uma PSB. Você vai se surpreender quão frequentemente você recebe folds.

Outro cenário comum é, digamos que um jogador loosish dá limp em MP-CO, você isola e o flop é KQx, você dá cbet, ele call, turn é X, você beta denovo, ele call. River é outro tijolo, denovo aqui, eu shovaria, a mão mais forte que ele pode esperar para ir para showdown é KJ, e ele simplesmente não irá fazer isso muito frequentemente. Há jogadores que são spewboxes e irão fazer isso, então só faça notes e explore os demais.

Raising

1. Bluffing: Eu decidi separar c/r e raising porque no turn, você deve saber qual é o seu plano para o river, se X aparece. Por exemplo:

22/19 opens em MP, ele é agressivo. Você dá call com T9dd no BTN.

Flop J84ssd. Ele cbets, você call.

Turn é 2d [o turn aqui pode ser qualquer carta que não dobre e board e não seja espadas]. Ele atira uma second barrel, você call. (Eu devo deixar claro que se o turn é uma espadas, esse jogador provavelmente irá b/f no turn muito frequentemente, então eu daria raise e, dependendo dos stacks e minha mão, eu daria call em um shove).

River é qualquer espadas. Vamos dizer, stacks efetivos no river são 80bbs. O pot é algo em torno de 60bbs, e a aposta é de, digamos, 30-40bbs, este é um grande spot para bluffshove (especialmente se você tem notes que ele é capaz de b/f situações como essa), porque ele odeia dar check, porque ele sabe dar call é pior, e ele não quer abrir mão da iniciativa, então ele beta pretendendo foldar para um raise, então nós jogamos nossa mão como jogariamos um small flush draw.

Eu quero falar sobre c/r no river por um minuto. Na maior parte do tempo, isto é algo que vocês nunca irão fazer, simplesmente porque é, normalmente, um conceito muito complicado e são situações que requerem algum tipo de history ou razão para você jogar sua mão assim. Somente para propósito de aprendizado, o que você nunca irá fazer aqui é balancear, é sá FPS (fancy play syndrome) e spew. Quando você está no nível que você quer fazer isso para balancear, você saberá, e se você está lendo isto, você ainda não sabe. Eu não irei a fundo sobre c/r river bluffing, eu só quero dizer que:

A. você precisa descobrir que tipo de mão o oponente tem, e você precisa chegar a conclusão que ele está tomando a linha bet/fold porque…

B. ele pensa que você irá dar c/r em uma mão que tem sentido, algumas mãos feitas que ele pensa que você pode ter.

Dito isto, vamos ver uma outra situação de bluff. Eu não irei falar muito sobre donkbet no river porque não é algo que eu faço, mas eu sinto que deve ser usado.

$3/$6 – No Limit Hold’em

Seat 1: X ($1,303.50)
Seat 2: X ($659.20)
Seat 3: X ($801)
Seat 4: Very Good LAG ($848)
Seat 5: X ($2,355.80)
Seat 6: Fees ($671)
X posts the small blind of $3
Fees posts the big blind of $6
The button is in seat #4

*** HOLE CARDS ***

Dealt to RealMonies [Kc Qs]
X folds
X folds
X folds
Very Good LAG raises to $21
X folds
Fees calls $15

*** FLOP *** [Jd 4c Td]

Fees checks
Very Good LAG bets $30
Fees calls $30

*** TURN *** [Jd 4c Td] [3h]

Fees checks
Very Good LAG bets $77
Fees calls $77

*** RIVER *** [Jd 4c Td 3h] [7d]

Fees bets $175

Esta mão exemplifica algumas keys sobre jogar poker. Primeiro de tudo, eu tinha um plano e sabia o que eu estava fazendo. Eu dei call no turn simplesmente porque eu sabia que eu poderia blefar em qualquer ouros. Eu também sei que meu oponente tinha a capacidade de dar fold em uma mão forte como 2p ou set porque ele esta ciente de que o que ele tinha é a mesma coisa que um par fraco porque ele só ganha de um blefe. De qualquer modo, o tema aqui é, desde que str8 draws são bem escondidos você pode alterar seu range e blefar com eles como você tivesse um flush draw e completou.

Value

Value raising o river IP é realmente straightforward. Ou você completou sua mão ou você estava tentando fazer com que seu oponente betasse denovo e agora é hora de dar raise por value. Vamos olha 2 spots:

(6 max) – $3/$6 – No Limit Hold’em

Seat 1: X ($204.05)
Seat 2: X ($600)
Seat 3: X ($588.60)
Seat 4: STD TAG ($781.45)
Seat 5: Fees ($1,358.10)
Seat 6: X($999.35)
STD TAG posts the small blind of $3
Fees posts the big blind of $6
The button is in seat #3

*** HOLE CARDS ***

Dealt to Fees [2d 7d]
X folds
X folds
X folds
STD TAG raises to $21
RealMonies raises to $74
STD TAG calls $53
*** FLOP *** [5h 6h 4d]
STD TAG checks
Fees checks
*** TURN *** [5h 6h 4d] [8c]
STD TAG bets $110
Fees calls $110
*** RIVER *** [5h 6h 4d 8c] [9s]
STD TAG bets $215
Fees raises to $1,174.10, and is all in

Aqui, nós decidimos em dar check behind nosso str8 draw em um RR pot. Nós fizemos nosso str8 no turn e nosso oponente deu lead. O board é bem scary agora, significa que, ao menos que nosso oponente tenha um set ou algum tipo de 2p (ambos são dificeis de ele ter aqui) nós, realmente, não iremos ganhar nada ao dar um raise aqui. Então, nós esperamos pelo river e então nós o colocamos em uma decisão mais fácil por causa de pot odds. (Este quadro de lógica quer dizer que no river as pessoas  blefam menos porque é dificil betar grande o suficiente para expulsar seu oponente do pot. Mantenha isto em mente quando você beta e recebe um raise no river). O river não mudou muita coisa, ao menos que nosso oponente tenha 99 ou 98, mas nós demos para ele outra chance de blefar o pot, também outra chance de dar um vbet, desde que ele, obviamente, folde todos os bluffs, nós o colocamos em um spot dificil com qualquer mão feita, e, esperamos que ele erre e dê call. O que eu quero dizer aqui é que não tem razão para dar raise no turn porque nós não temos que proteger nossa mão e nós queremos outra bet do nosso oponente com estes stacks, então o melhor é dar call e esperar o river.

Vamos olhar para uma situação que eu descrevi anteriormente, jogar sets em boards secos.

Você dá call com, vamos dizer, 22 no BTN. Digamos que um jogador TAG 20/15 abriu UTG.

Stacks efetivos: 100BB;

O flop vem J52r. (9 bbs)

Ele cbet 7bbs, você call.

Turn é 7 (qualquer tijolo) (23 bbs)

Ele atira second barrel 18bbs, você call.

River é 4 (qualquer tijolo denovo) (59 bbs)

Ele beta qualquer coisa, você shove. (FWIW, se ele der check eu shovo, se ele shova, eu, obviamente, dou call). No river, se ele betar denovo, ele raramente irá ter um triple barrel bluff, mais normalmente ele tem JKs+, e será dificil foldar com odds muito muito boas. Uma vez que você se estabilizou contra este jogador, que você dá slowplay em sets em boards secos, você deve jogar sets fast em boards secos (ajustando, se tornando tricky).

Ok, agora vamos supor que nós temos A5s.

Damos flatcall do BB em um open do BTN

Nosso oponente cbet em T42ss, nós decidimos dar c/c.

O turn é um tijolo que não dobra o board, nós damos c/c denovo.

O river nos acerta, qualquer espadas, então a decisão é: ou dar lead ou c/r.

Seu standard aqui deve ser: bete alguma quantia que você acha que irá receber um call. Eu normalmente beto 60-70% do pot, algumas vezes menos, algumas vezes mais, dependendo do meu oponente, isto é algo que você tem que descobrir com o tempo. Quais situações merecem um c/r?

O único cenário que eu dou c/r neste spot é contra:

A. pessoas que eu sei que dão thin value bets.

B. pessoas que eu sei que podem atirar 3rd barrel em scary card.

C. pessoas que eu acho que são muito agressivas e spewy (fwiw, algumas vezes eu dou lead 20% do pot para induzir um raise).

Se estes critérios não se enquadram, você não irá falhar no seu c/r MUITO!

———————-

Por fim, algumas recomendações finais que englobam tudo que vimos no manual e o jogo de poker como um todo.

Mentalmente: Poker irá, algumas vezes, o levar a downswings de 10 BI, ou pior. Assim que você faz o move up, pior se torna. Mas é standard e irá acontecer algumas vezes por mês. Você DEVE continuar positivo moralmente e reconhecer que a única coisa que o impede é você mesmo, não deixe o downswings tirar o melhor de você, esteja ciente de que você é winner nestes jogos, não importa o quais sejam seus resultados imediatos, se você continuar com cabeça fria e jogando solidamente. Eu realmente não consigo me estressar muito, EM TEMPO, SEUS RESULTADOS O ALCANÇAM, e estes resultados dependem somente de você. Eu já perdi $8k em 20k mãos antes de jogar 3/6 NL, jogando 4-6 mesas, sem fazer algo horrivelmente incorreto. Eu mantive minha cabeça, meus amigos me apoiaram, e eu tive um upswing de 20 BI em 6k mãos logo após esse doentio downswing. Isto não teria acontecido se eu não estivesse ciente de que eu estava passando por variância normal e que a única coisa que me seguraria pra longe de ganhar tudo novamente, era eu mesmo.

Saúde: Eu não como corretamente, mas eu deveria, assim como você. Eu não sei nada sobre comer corretamente, mas tentei fazê-lo. E, por Deus, se exercite todos os dias. Exercitar-se é muito dificil nas primeiras tentativas, mas depois você irá querer fazer e até gostará. Compre um ipod e você estará bem.

Upswings: Jogue quantas horas for possível quando você está em um upswing. é igualmente importante quanto evitar jogar enquanto tiltado, jogar enquanto ganhando.

Tempo da session. Eu normalmente jogo 2 horas e faço um break, entao não jogo o resto do dia. O que funcionar para você, só não se sinta como se você tenha que jogar 5 horas por dia no mesmo horário e então você não pode dividir ou esta é a melhor maneira, faça o que você acha que maximize seu foco.

MTTbling. Você nunca se tornará melhor jogando mais do que 4 mesas. Jogar 6-8 você irá fazer decisões robóticas boas se você é um vencedor. Jogar mais de 8 irá fazer com que você tome decisões robóticas medíocres. Se você quer, na long run, se tornar melhor e fazer mais dinheiro, jogue 4 mesas ou menos.

 

 

OBS: é importante ressaltar que esse é um artigo “antigo” para os padrões atuais (2011) e por isso é passível de muitas críticas quanto aos ranges aqui escolhidos e quanto às decisões tomadas em alguns spots. Todavia essa deficiência temporal não tira o mérito de todo o ensinamento aqui passado. Eu (Yuri Utumi) entendo que para qualquer iniciante esse é um manual chave e deve ser lido e relido constantemente durante a carreira nos micro e low stakes.

 


Ajustando seu bet-size como preflop raiser

janeiro 19, 2011
Escrito por kzoide – Fórum MaisEV

A discussão desse post (“Tamanho correto do raise pré-flop”) me motivou a escrever este artigo. Na época que eu o li, achei muito bom, e esclareceu o porquê do raise padrão de 4BB+1 por limper. Quando ele foi escrito, o jogo era infinitamente mais fácil. Bastavam noções básicas de open-raise e abusar de cbets que, facilmente, nos tornávamos vencedores. Não era necessário fazer table selection, pois os donks estavam lá, aos montes, gambleando e doando seu dinheiro. Era trabalho fácil, numa época que existia pouca informação e que o poker estava numa fase que eu chamaria de pré-evolução. A pessoa que descobriu jogar sempre aumentando PF 4BBs é como se descobrisse a roda. A evolução do poker começava ali.

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Depois desse artigo o jogo mudou muito. Se tornou mais difícil, apareceram muitos regulares, apareceram um monte de short stackers profissionais, veio a 3bet light e em conseqüência os jogadores LAGs. Os donks que sobraram também se adaptaram, não doam seu dinheiro tão facilmente, eles já leram alguma coisa sobre poker e vários tem uma lógica razoável no pós-flop. Com isso vem a primeira pergunta:

E essa formula de 4BBs + 1 por limp, funciona hoje? Não. Essa formula não funciona mais. Os dois primeiros parágrafos são a explicação disso. O seu pequeno conhecimento sobre poker era suficiente, o tornavam acima da média. O seu PFR era por valor. Quando você tomava 3bet, facilmente você identificava se era um monstro ou se era um maniac doador com 50%+ de 3bet. Hoje em dia, você enfrenta adversários muito melhores no pós flop e recebe muito mais 3bet, e, isso faz o seu raise de 4BBs uma arma contra você mesmo (mais a frente explico isso).

Então, qual é a nova fórmula? Se vocês querem tudo mastigado, um número mágico de X BB’s como era antigamente, não precisam nem continuar a leitura. A nova fórmula chama-se ADAPTAÇÃO. Não existe mais um tamanho correto pro PFR. O tamanho do seu PFR será baseado em diversos fatores:

A primeira adaptação que fiz em relação ao artigo do Pokey foi diminuir o tamanho do PFR. Inicialmente comecei com o botão POT doFTP, o que significava 3,5BBs. Logo em seguida, diminuí pra 3BBs das posições de steal (CO e BTN). Vem aí o primeiro fundamento pra definir o PFR (não necessariamente o mais importante): QUANTO PIOR A POSIÇÃO, MAIOR O PFR. Por quê? Abrindo de EP e MP, nosso range é bem mais forte, isso diminui a incidência de 3bets light. Pioramos os odds dos adversários para verem o flop com mãos que eles jogarão fit or fold, como pockets pairs baixos e algumas vezes connectors (na teoria, quando o vilão jogar fit or fold, mais lucrativo será aumentar o máximo possível o PFR já que ele acerta poucas vezes o flop). Abrindo em LP, nosso range é maior. Aumenta a incidência de 3bet que receberemos (tanto light quanto por valor) e jogaremos o pós-flop mais deep em relação ao tamanho do pot e, o melhor, em posição. Quanto mais deep, maior a importância da posição.

Eu diria que um segundo fundamento pra ajustar o nosso PFR é o NÍVEL DE HABILIDADE DOS ADVERSÁRIOS. Isso é um motivo bem simples, também. Quanto pior o adversário, maior deve ser o nosso PFR simplesmente porque no pós-flop, o vilão tende a cometer mais erros que a gente, logo é melhor “engordar” o pot o quanto antes. Seria habitual dizer, por exemplo, que se temos 2 donks à nossa esquerda com alto VPIP e baixo PFR, o nosso raise padrão do BTN seja superior a 4BBs, chegando até mesmo a 5 ou 6 BBs. Por outro lado, se temos 2 bons LAGs á nossa esquerda com alto 3bet VS steal (uns 10 a 12%+), eu diria que o correto seria um raise entre 2 e 2,5 BBs. Isso torna os nossos steals mais baratos, precisando passar menos pra ser +EV. Se eles passarem a dar mais calls, tb não me importo muito, pois acredito que temos na maioria das vezes uma habilidade pós-flop similar, mas eu terei o fator da posição a meu favor. Pra completar, fica mais barato defender nosso raise contra uma 3bet. Veja a matemática supondo um 3bet de 3,5X:

Se aumentamos 4BBs, teremos um 3bet de 14 BBs. Temos que colocar mais 10 BBs pra defender a 3bet. Aumentando 3 BBs, a 3bet será de 10,5 a 11 BBs. Faltam agora uns 7,5 BBs.
Já num miniraise, a 3bet padrão varia entre 3,5 e 4X. Supondo o pior cenário num 3bet de 4X, temos agora que colocar mais 6 BBs. Ou seja, é bem mais barato se defender contra um 3bettor com miniraise e os stacks efetivos em relação ao pot ficam maiores, o que facilita o uso da posição e melhora o sucesso de moves pós-flop.

Mudando de assunto completamente, quantas vezes aumentamos PF com nosso TJs e tomamos um shove de um SS profissional? Ou isolamos um limp com a mesma mão e um desses fdp nos shova e temos q foldar? Volta e meia eu me vejo dando calls errados de tanta raiva que eles nos causam. Como enfrentar isso? Não há muito o que fazer, infelizmente. Porém, podemos adaptar nossos PFRs de modo a dificultar a vida deles também. Aí entra mais um fundamento importante: QUANTO MENOR OS STACKS, MENOR O TAMANHO DO PFR. Simples assim. Num cenário onde só temos SS que jogam de 3bet ou fold à nossa esquerda, não há motivos pro nosso PFR ser mais que um mini-raise. E se o donk a nossa direita vai de limp e eu quero isolá-lo no BTN com meu JTo sendo que tem 2 desses shorts nas blinds, o que eu faço? Como eu disse no início não há resposta para isso. Acho que o principal aqui é você ver o quão lag são os shorts (% de 3bet vs steal), mas um raise de 3X pra perder pouco quando você receber a 3bet e jogar em posição contra um jogador no qual você é infinitamente melhor no pós-flop, não seria nada absurdo. É claro, que o ideal é crescer o pot o quanto antes pra jogar contra esse tipo de vilão, mas a iminência de receber uma 3bet dos shorts, nos força a um cuidado maior no PF.

Talvez tenhamos um quarto fundamento, que não ficará em negrito simplesmente porque a sua aplicabilidade é duvidosa. Não deve ser um parâmetro para definirmos o nosso PFR em limites médios e altos (diria nl100+) ou contra jogadores que estamos sempre enfrentando. Esse fundamento seria: QUANTO MAIOR A FORÇA DA NOSSA MÃO, MAIOR O RAISE. É claro que queremos botar all-in e ser pago no PF com AA, mas essa não é uma realidade. Aumentar o raise conforme a força da nossa mão, não funciona contra regulares ou jogadores bons, porque eles serão capazes de se adaptarem a isso em poucas mãos. Acaba ficando bem óbvio e em pouco tempo, você não terá ação com seus monstros. Nesse caso você teria que entrar num jogo de level think, invertendo seus bet-sizes de acordo com o que oponente acredita que você tenha. Eu, particularmente, acho ruim e desnecessário e não gosto de usar isso pois teremos que jogar a força da nossa mão de forma invertida, diversas vezes, o que (imo) acaba ficando –EV. A única ocasião que vou usar esse fundamento seria contra um donk novato ou um donk com altíssimo VPIP. Nesse caso, e somente neste, acho que vale a pena ajustarmos o PFR de acordo com a forca da nossa mão.

Uma situação curiosa, que usarei apenas como um exemplo divertido e raro, que é totalmente dependente de level think e histórico é o fake misclick com grandes mãos. Alguns regs usam de vez em quando, no pre e no post flop em reg wars. Simulando open raises com números dobrados, como se tivessem cometido um erro de digitação e forçando um shove dos vilões com um leque grande de mãos (mais ou menos algo como 77+/ AJ+). Ex: Um open raise para $66 ou $88 em uma NL200.
A maior parte dos caras que vejo utilizando isso, são pessoas que têm/tiveram coach ou discussões sobre poker com o Ansky ou pessoas próximas a ele.
Obviamente, não é std e normalmente será uma perda gigantesca de valor, mas não deixa de ser engraçado e mais uma “arma” em nosso arsenal.

A maioria dos meus exemplos foram de situações no BTN, onde fica mais fácil analisar pois as variáveis (SB e BB) são menores. Imaginemos agora que estamos no CO e temos um SS lag no BTN e 2 regs lags full stack nas blinds. Nesse caso, sem medo de errar, eu vou de mini-raise sempre pois eu sempre terei posição sobre os full stacks e as chances de eu ser 3betado ’e bem grande. Agora temos os mesmos jogadores só que o BTN é o reg full stack e SB o SS. Nesse caso eu já não tenho posição sobre todos full stacks, mas eu continuarei recebendo bastante 3bet light, então eu tenho que manter um raise pequeno mas não posso facilitar muito a vida do BTN. Nesse caso meu raise padrão no CO deve ser uns 2,5BBs, mas se com esse raise o BTN tiver me causando muitos problemas, eu terei que aumentá-lo um pouco. Com isso quero falar que não existe fórmula exata, SEMPRE vai depender da mesa.

Resumo em poucas palavras (a.k.a cliffs notes):

Importante é não mudarmos o tamanho do nosso PFR de acordo com as nossas cartas e sim, de acordo com a Dinâmica da Mesa e dos Tipos de Adversários. Se temos bons jogadores ou short stackers profissionais pra agir depois da gente, devemos diminuir o nosso bet size. Também devemos diminuir o bet size conforme nossa posição. Por outro lado, se temos jogadores fracos e calling stations que gostam de ver bastante flops, ou que jogam fit or fold, devemos aumentar nossos bet sizes.

Pra finalizar, eu queria dizer que você não precisa concordar com nada que está escrito aqui. Apenas absorva a informação e saiba que um dia você precisará dela. Eu me lembro que, uns 2 anos atrás se eu visse alguém dar mini-raise, eu já fazia um note de donk. A nossa visão muda com o tempo e a minha hoje é que não existe verdade absoluta no poker . Se esse é o meu ponto de vista sobre PFR hoje, talvez não seja mais daqui 6 meses ou 1 ano. Eu só tenho notado que as pessoas estão sempre focando o aperfeiçoamento no pós-flop mas deixam o pré-flop de lado.
Muito do que escrevi aqui, não são deduções que cheguei de maneira espontânea, sozinho, refletindo. É uma análise sobre um apanhado de coisas que li, vi e experimentei.


Regras do No Limit Texas Hold’em

janeiro 16, 2011
Retirado do site  Poker Dicas

O Texas Hold’em é a modalidade de pôquer mais famosa e mais jogada no mundo. O fato de ter 5 cartas “abertas”, as cartas comunitárias, torna o jogo mais divertido e mais técnico do que a variação “Draw de 5 Cartas” (pôquer fechado), dependendo menos da sorte e mais do conhecimento estratégico do jogador.

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O poker Texas Hold’em é um tipo fácil de jogar, porém difícil de dominar. Conhecer o regulamento é o primeiro passo. Nesse artigo apresentamos as regras básicas do Holdem, usando exemplos durante o caminho.

Em qualquer jogo de poker, o objetivo final é formar a melhor mão de cinco cartas da mesa, seguindo a hierarquia das mãos, como explicado no artigo “Ranking (hierarquia) das mãos de poker“.

No Texas Hold’em, o jogo é dividido em pequenas etapas, também chamadas de “mãos”. Antes do início de cada mão, nota-se que um jogador tem um marcador em sua frente, chamado de botão (button). Esse jogador será o “dealer” da rodada, uma posição privilegiada, como explicaremos a seguir.

Nesse primeiro artigo, explicaremos a fase pré-flop de cada rodada.

Início da rodada

O Pagamento dos Escuros (blinds). Os dois jogadores à esquerda do “dealer” pagarão apostas obrigatórias antes mesmo de receber suas cartas. São os escuros (blinds), que não podem ser confundidos com o pingo (ante) que existe em outras modalidades de pôquer. O jogador logo à esquerda do dealer pagará o escuro menor, ou Small Blind (SB), que geralmente é metade da aposta mínima da rodada. O jogador à esquerda do SB pagará o escuro maior, ou Big Blind (BB), cujo valor é a aposta mínima da rodada.

Exemplo 1: começa uma rodada de Texas Holdem, com oito jogadores na mesa. Consideraremos que o custo atual do jogo está em 20/10 fichas. Isso significa que a aposta mínima para cada jogador entrar na mão é de 20 fichas. Significa também que antes de qualquer coisa, o BB pagará 20 fichas e o SB pagará 10 fichas. O jogador 6 está com o botão, então será o dealer dessa mão. Sendo assim, o jogador 7 já colocará 10 fichas em jogo, por ser o Small Blind, e o jogador 8 colocará 20 fichas, pois será o BB. Antes mesmo das cartas serem distribuídas, os jogadores 7 e 8 já tiveram que gastar fichas obrigatórias. As fichas colocadas em jogo vão para o “pote”. Nesse exemplo, o pote contém 30 fichas até agora.

Distribuição das cartas

Cartas Próprias. Agora cada jogador recebe suas “hole cards” ou “pocket cards”, duas cartas que devem ficam escondidas dos oponentes até o final da rodada. Distribui-se primeiro uma carta para cada, depois a segunda. O jogador que está do lado esquerdo do Big Blind será o primeiro a agir na rodada, ou seja, o primeiro a “falar”. Ele olha para suas duas cartas e tem que tomar uma decisão. As opções possíveis de jogada são:

  1. Desistir (Fold) – significa desistir dessa rodada e jogar fora suas cartas.
  2. Chamar ou Pagar (Call) – significa pagar a aposta mínima da rodada, ou cobrir uma aposta maior feita anteriormente.
  3. Aumentar (Raise) – significa aumentar a aposta mínima, ou aumentar uma aposta feita anteriormente.

Após o primeiro jogador, a decisão passa para o jogador logo a sua esquerda (sentido horário). Ele tem as mesmas opções acima. Dessa forma passam todos os jogadores, até o dealer agir.

Exemplo 2: Os jogadores recebem duas cartas cada um. O jogador 1 olha suas cartas e resolve Desistir, jogando as cartas para a pilha chamada de “muck”. Ele não pode mostrar as cartas que desistiu pois ainda existem outros jogadores na rodada. O jogador 2 decide chamar a aposta, colocando 20 fichas em jogo. Os jogadores 3 a 5 desistem, até que chega no jogador 6, o dealer, que também resolve chamar (+20 fichas). No momento, já existem 70 fichas no pote, 30 colocadas pelos blinds, e 40 pelos outros jogadores.
Ação dos blinds

Ação dos Blinds

Últimos Jogadores (blinds): Após a jogada do dealer, é a hora do Small Blind tomar sua decisão. Agora ele tem as mesmas opções dos outros: (a) Desistir – nesse caso perderia as fichas que já colocou no início da rodada; (b) Chamar – precisaria adicionar fichas para completar a aposta mínima atual; (c) Aumentar – precisaria Chamar a aposta mínima, e depois adicionar mais fichas.

Depois é a vez do Big Blind agir. Como ele já colocou as fichas iniciais ele tem as opções de: (a) checar (check) – manter a aposta mínima que já havia feito obrigatoriamente, se ninguém aumentou durante a rodada; (b) chamar a aposta – caso ela tenha sido aumentada por alguém; (c) aumentar (raise) – precisaria adicionar fichas à aposta atual; (d) desistir (fold) – caso não deseje chamar a aposta aumentada. Obs.: o big blind não deve desistir se ninguém aumentou a aposta, pois ele pode continuar na mão com um simples “check” e pelo menos ver o que acontece, sem investir nada.

Exemplo 3: Até o momento, dois jogadores chamaram a aposta mínima. Chega a hora do jogador na posição small blind. ele já colocou 10 fichas obrigatoriamente antes da rodada começar. Para continuar, ele precisa adicionar mais 10 fichas, pois a aposta mínima é 20. Entretanto, ele opta por desistir, e suas 10 fichas já gastas vão para o pote. Já o big blind, que apostou 20 no início da rodada por obrigação, resolve apenas checar, ou seja, continuar na mão sem colocar mais fichas, pois já tem a aposta mínima.

Atente para um detalhe importante: no exemplo dado, ninguém aumentou a aposta. Caso alguém aumente, os jogadores a seguir deverão igualar sua aposta se quiserem continuar na mão.

Flop

Nessa etapa da rodada de Texas Holdem são distribuídas três cartas na mesa, com a face para cima. Todas as cartas distribuídas dessa forma são conhecidas como “cartas comunitárias”. Elas serão usadas por todos os jogadores para montar as suas mãos de cinco cartas.

Após serem colocadas essas três cartas do flop, começa uma nova rodada de apostas, muito semelhante à rodada pré-flop. Entretanto, dessa vez começa a falar o jogador que ainda estiver na mão e sentado mais próximo do lado esquerdo do dealer. Cada jogador terá as mesmas opções de antes: checar (caso ninguém tenha apostado), apostar, chamar/pagar a aposta (caso alguém aposte após o flop), aumentar (caso alguém tenha apostado), ou desistir da mão.

Exemplo 4: Vamos relembrar o que aconteceu até agora: antes do flop, dois jogadores fizeram a aposta mínima, e o big blind checou. Sendo assim, existem 3 jogadores ainda na mão: o jogador 2, o dealer e o big blind. O flop é então distribuído, 3 cartas no centro da mesa. A ação começa pelo jogador mais à esquerda do dealer, ou seja, o big blind. Ele resolve checar, mantendo-se na mão e passando a vez. A rodada segue no sentido horário, então agora o jogador 2 resolve apostar 20 fichas. O próximo a agir é o dealer, que agora deverá apostar no mínimo 20 para continuar na mão. Ele resolve então pagar as 20 fichas. Veja que o big blind checou, mas depois foi feita uma aposta, então ele terá que agir de novo. Nesse caso, o big blind teria que apostar 20 ou mais para continuar, mas resolve desistir da mão. Agora só restam dois jogadores, e ambos pagaram 20 fichas no flop.

Turn

Após as apostas do flop, chega o turn. Uma carta é adicionada às cartas comunitárias, deixando agora a mesa com 4 cartas com face para cima. Uma nova rodada de apostas acontece, semelhante à que ocorreu no flop (veja acima). Novamente, fala primeiro o jogador à esquerda do dealer.

River

Exatamente como no Turn, mais uma carta é adicionada ao centro da mesa, chegando às 5 cartas comunitárias. Ocorre agora a última rodada de apostas. Cada jogador que ainda estiver na mão agora tem 7 cartas (2 próprias e 5 comunitárias) para formar a sua melhor mão possível de 5 cartas. O jogador que agiu primeiro nessa rodada mostra primeiro suas cartas.

No Texas Holdem, o jogador formará a melhor mão, podendo usar uma, duas ou nenhuma das cartas próprias. Vence quem tiver o melhor jogo, levando todo o pote. Caso ocorra empate, o pote é dividido igualmente.

Exemplo 5: Restam dois jogadores na mão, o jogador 2 e o dealer. Joga-se o river, e o primeiro a falar é o jogador 2, por estar à esquerda do dealer. Ele resolve apenas checar. O dealer, em seguida, usa “check” também. Ou seja, ninguém apostou, então segue a mão.

O River é acrescentado, e o jogador 2 começa de novo. Ele então resolve apostar 40 fichas. O dealer, para continuar, deve pagar essa aposta ou aumentá-la. Ele resolve aumentar para 80 fichas, devolvendo a ação para o jogador 2. Esse jogador já colocou 40, e só com mais 40 pode continuar na mão, e é o que ele faz. Ele também poderia ter aumentado de novo (re-raise), mas preferiu pagar. Os dois apostaram 80 no river, então acabou a mão, e o jogador 2 e o dealer mostram suas cartas para determinar o vencedor.

Observações

1. Você pode vencer sem mostrar as cartas. Se você aumentar a aposta e ninguém pagá-la, você ganha a rodada e o pote atual sem nem precisar mostrar suas cartas.

2. ALL-IN. Se você aposta todas as suas fichas, você está de ALL-IN, ou seja, apostou tudo. Vale uma observação aqui: imagine que a aposta mínima da mão seja 200 fichas, mas você só tem 100 fichas na sua pilha. Você pode ir de ALL-IN, apostar todas suas fichas, e continuar na mão. Mesmo que alguém aumente a aposta depois, você ainda permanecerá na mão, até o seu final (mas não concorrerá a todas as fichas da mesa).
Se tiver dúvida no desempate de mãos, confira este artigo: Regras de desempate no Texas Holdem

3. Para um iniciante, as regras parecem difíceis. Entretanto, com um pouco de prática, tudo isso fica automático. Conheça o Texas Holdem jogando poker online grátis antes de tentar jogos a dinheiro. Quando estiver suficientemente íntimo com as regras básicas do jogo, estude mais um pouco artigos básicos e libere seus primeiro $50 grátis, como apresentado na seção de capital inicial, e começe a jogar!