Defesa Contra Continuation Bets

janeiro 30, 2011
Retirado de pokerdicas.com

Todos sabem que a continuation-bet (c-bet) é uma parte importante da estratégia do Poker. É uma ferramenta bem conhecida e aplicada pela maioria dos jogadores em algum momento. Como muitos aplicam c-bets, é fundamental saber como se defender. Mas…

O que é continuation bet?

Para quem ainda não sabe, trata-se da aposta feita no flop após você ter dado raise antes do flop. Ao se deparar com uma c-bet, tenha em mente que a maioria dos flops erram a maioria das mãos, principalmente em potes com somente 2 jogadores. Mas para se defender bem é necessário leitura do vilão.

Caso não possua um programa de estatísticas, preste atenção nas mãos em que não estiver envolvido e observe a frequência com que seus adversários aplicam “continuation bets”. Essas c-bets são de que valor? Meio pote, 2/3 do pote, do tamanho do pote? Lembrar esses detalhes fará diferença quando enfrentar esse jogador.

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Um bom jogador fará “continuation bet” em pelo menos 50% das vezes em que é o raiser pré-flop, podendo chegar a 75%. Com essa frequência é difícil identificar quando ele tem ou não uma boa mão. Jogadores que fazem c-bets menos que isso geralmente só o fazem se acertam algo, quando possuem um draw forte ou seguram um par feito na mão. Já os que usam esta tática em mais de 75% dos flops, geralmente o fazem com quaisquer duas cartas, tendo acertado ou não.

Para decidir o que fazer, considere a freqüência de “continuation bets” do oponente e o valor da aposta. Por exemplo, caso o oponente tenha 95% de c-bets e sempre aposta o tamanho do pote, não se assuste quando ele fizer o mesmo contra você, pois ele irá fazer. Já se o jogador aplica apenas 25% de “continuation bets”, o ideal é continuar na mão somente se tiver acertado algo forte.

Sendo assim, teremos basicamente três situações no flop.

1.  Acertou bem o flop ou o nuts

O melhor cenário possível. Você terá um maior par com maior kicker, trinca, sequência, flush, etc. Em um pote cheio de oponentes, uma boa opção seria dar call para atrair o call de outros vilões, tornando o pote maior. Um raise provavelmente isolará apenas 1 vilão, e esse não é o objetivo. O call também pode induzir o vilão a blefar ou semi-blefar uma segunda vez (second barrel).

Outra linha é dar raise após uma “continuation bet”. Nesse caso o oponente só continuará na mão se tiver acertado algo como um par ou um draw.

Entre as duas linhas, geralmente a mais recomendada é o call, mas você pode variar entre call e raise dependendo da situação. Exceção ocorre quando bater um A no flop, pois em geral o vilão com par alto estará disposto a colocar muitas fichas no pote, então você pode jogar mais agressivo.

2. Acertou parcialmente o flop ou possui draw forte

Nessas situações a leitura é muito importante. Se o oponente aplica “continuation bets” com frequência, o mais apropriado seria dar call e reavaliar a situação no turn. Caso não apareça nenhuma carta perigosa (scary card) ou o vilão demonstrar fraqueza como dar check, ou uma aposta fraca como 1/3 ou 1/4 do pote, tomar a liderança poderá te dar o pote. Muitos oponentes jogarão check/fold caso não tenham conseguido roubar o pote no flop. Caso você seja pago, ainda terá alguns outs para melhorar a sua mão, podendo reavaliar a situação nas próximas rodadas.

3. Não acertou nada ou possui draw fraco

O mais indicado é optar pelo fold. Considere o call se tiver odds favoráveis, por exemplo se a aposta do oponente for pequena. Outra opção é usar a técnica “float”, que consiste em pagar como um blefe e no turn acelerar o jogo. Mas usar esta estratégia sem nenhuma leitura será prejudicial a longo prazo, por isso o fold é a melhor opção caso não possua odds adequadas.

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Neste artigo discutimos como agir quando estiver encarando uma continuation-bet do oponente. Saber quando lutar pelas fichas e quando largar vai depender não só das cartas que possui mas principalmente do histórico do oponente, e sua leitura da mão específica.
O mais indicado é optar pelo fold. Considere o call se tiver odds favoráveis, por exemplo se a aposta do oponente for pequena. Outra opção é usar a técnica “float”, que consiste em pagar como um blefe e no turn acelerar o jogo. Mas usar esta estratégia sem nenhuma leitura será prejudicial a longo prazo, por isso o fold é a melhor opção caso não possua odds adequadas.


Low Limits Manual – jogando o turn – pt. VII

janeiro 17, 2011

Aqui, as últimas duas situações possíveis para o turn: o floating e o raise frente o 2nd barrel. As outras partes do presente manual podem ser encontradas a seguir:

Pt. I; Pt. II; Pt. III; Pt. IV; Pt. VPt. VI;

Floating no Turn

A. Há duas situações que eu quero comentar quando nós falamos sobre float no turn. Geralmente eu penso que vocês querem dar float no turn com pares médios e str8 draws, (em ambas as situações,  você, por qualquer razão, acha que um float é melhor do que um bluffraise. Por exemplo, você sabe que seu oponente não irá foldar overpairs em T73r e você tem 98, ou você sabe que ele irá double barrel Kxx bluffing e você tem JJ. Nestas situações, dar raise faz com que seu oponente jogue perfeitamente, então, call é a melhor opção).

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OK, vamos dizer que um TAG (20/18, não muito loose, nem muito tight) abre em EP, nós decidimos dar flat/overflat com QJss. O flop é KT4r e nós decidimos somente dar call na aposta (você deve dar call aqui por motivos de balanceamento, também porque você não quer ser expulso com um 3bet da sua mão, FWIW, a primeira vez com o raise do seu oponente, é provavelmente melhor, somente porque ele cbeta muito e é dificil ele continuar com um raise). O turn é a pior melhor carta, o 4s. Nada do board realmente mudou, ele nunca irá acreditar que você terá um 4, então se nós tivéssemos A4s com BDFD no flop, definitivamente raise o turn contra o doublebarrel, mas dar call aqui é melhor porque, mesmo que nós tenhamos muito equity, ele provavelmente não foldará qualquer K até este ponto porque sua linha não faz muito sentido para nada que ganha dele. Também, você quer dar check behind este river sempre, ao menos que você faça seu str8 ou flush porque ele provavelmente planeja dar c/c no river com maioria dos pares, o único cenário que eu betaria é se:

A. Eu soubesse que meu oponente é hyper aggro e tem capacidade de double (doublebarrel) algo como AQ ou AJ ou até QJ aqui, que neste caso eu transformaria meu busted draw em um blefe.

B. Eu soubesse que meu oponente provavelmente iria doublebarrel Tx ou JJ e o river fosse uma Q, esta é uma situação onde uma thin value bet é provavelmente melhor. Em ambas situações eu provavelmente betaria 60% do pot.

C. Ok, agora digamos que nós temos JJ em QT4 ou Q43. Nós demos flat em um open de um EP e nosso oponente decide doublebarrel. Esta é uma situação onde contra alguns openers muito tight, talvez 14% ou menos, você pode foldar, ao menos que você tenha uma razão para não o fazer. A única carta que eu nunca foldaria para uma second barrel contra esses tipos de jogadores é uma Q, somente porque é uma carta estúpida de ser doublebarreled e seus oponentes que são tight assim são, provavelmente, ruins o suficiente para o fazer algumas vezes. Eles também fazem isto com 88-TT, então dar call é lucrativo. A situação onde você realmente dá float no turn é contra o tipo de TAG 20/17 ou qualquer LAG que você sabe que podem doublebarrel com air, mid pair, draws/picked up draws, etc. Neste spot, desde que ele provavelmente saiba que seu range é pares fracos, talvez como AQ na melhor das hipóteses, ele provavelmente irá por pressão uma decente parte das vezes., e porque significa que o range de bet dele é vasto, nós devemos nos adaptar e aumentar nosso range de call, o que inclui estes under/middle pairs. FWIW, eu devo adicionar que você precisa dar flatcall com algo como TT em QTx para nossos oponentes cbetarem de vez em quando, somente para balancear, também para enganar seu oponente que provavelmente acha que você daria raise no flop com essa mão.

Raise no Turn

A. O raise no turn é muito divertido porque pode, normalmente, colocar TAGs ou donks em spots dificeis. Eu quero examinar duas situações que demonstram como explorar double barrels.

Nesta situação, eu estou muito feliz que o overcaller seja um fish do que um TAG, porque eu sinto que o PFR é mais voltado a cbetar contra um TAG e um donk do que dois TAGs, porque neste caso é mais fácil que ele seja 3betado por nós (então, se ele está betando mais aqui, seu range é mais fraco, no geral).

De qualquer maneira, ele beta e eu dou float com 99, muito standard. No turn, um As aparece, um boa carta para ele dar uma second barrel, o que ele faz. Eu estou ciente de que é uma boa carta para ele blefar, e estou ciente também que o range para ele betar esta carta é [33, 55, QQ, AA, AQ, Ax, Qx, JK, spades, 66-JJ, e uma tonelada de air]. Eu também sei que ele provavelmente estará cbetando o flop grande parte das vezes porque: a) está seco, e b) é 3way, então parece forte. Eu provavelmente pensaria que ele cbeta mais do que em uma situação de HU contra eu e ele, porque ele irá esperar que eu dê float mais frequentemente em HU. De qualquer modo, olhando para o range dele, há algumas mãos que podem continuar. Contudo, a maioria não pode continuar em ação posterior, mesmo com history é dificil para ele continuar aqui sem, no mínimo, um top pair. Ele atira uma second barrel na scary card, que é o que eu espero que ele faca com 100% do range dele, e eu dou raise e o coloco em uma decisão, basicamente pelo resto de seu stack.
(6 max) – $2/$4 – No Limit Hold’em –

Seat 1: X ($400)
Seat 2: X ($629.60)
Seat 3: TAG ($454.30)
Seat 4: X ($398)
Seat 5: Fees ($418.30)
Seat 6: donk ($412)
donk posts the small blind of $2
X posts the big blind of $4
The button is in seat #5

*** HOLE CARDS ***

Dealt to fees [9s 9h]
TAG raises to $14
X folds
Fees calls $14
donk calls $12
X folds

*** FLOP *** [3c 5h Qs]

donk checks
TAG bets $31
Fees calls $31
donk folds

*** TURN *** [3c 5h Qs] [As]

TAG bets $76
Fees raises to $185

B. A segunda situação é um spot em que você estará se encontrando frequentemente (é um bom spot se você souber o que está fazendo). O vilão aqui é muito loose e hyperaggro depois do flop, ele continua clicando e clicando em betpot. Neste caso, nós decidimos somente dar float com nosso str8 draw + overcard, e como nós esperamos, nosso oponente beta o turn. O turn é a melhor carta que não completa nossa mão, porque nossa mão parece um par fraco no flop, e também nós sabemos que o range de mãos fortes que ele pode ter, agora se torna menor. Ele dá pot no turn como esperamos e nós vamos para o semibluff raise no turn, o que é algo que você, absolutamente, deve incorporar no seu jogo contra esses tipos de jogadores, porque a única maneira de jogar passivamente contra esses jogadores é dando call com mãos feitas. Como tudo que nós temos é um draw, nós devemos utilizar nossos métodos de ganhar o pot, desde que nós saibamos que nosso oponente não é um retardado insano (i.e., stackando com 55 ou AK aqui) nós podemos, lucrativamente, dar raise e call em um shove, no caso dele ter uma Q, nós ainda temos 25% de equity, então não é uma grande merda. Tambem, eu devo mencionar que, contra estes tipos de jogadores, um raise no turn ou river é interpretado como sendo MUITO forte, enquanto, um raise no flop irá receber call muito mais frequentemente, o que o levará para tricky multistreet bluffs, que você quer evitar, contra donks, sem uma boa razão.

(6 max) – $3/$6 – No Limit Hold’em

Seat 1: X ($600)
Seat 2: LAGfish ($1,689.90)
Seat 3: Fees ($600)
Seat 4: X ($158.90)
Seat 5: X ($600)
Seat 6: X ($651.30)
LAGfish posts the small blind of $3
Fees posts the big blind of $6
The button is in seat #1

*** HOLE CARDS ***

Dealt to Fees [Ks Jc]
X folds
X folds
X folds
X folds
LAGfish raises to $12
Fees calls $6

*** FLOP *** [4d Qc Th]

LAGfish bets $24
Fees calls $24

*** TURN *** [4d Qc Th] [Tc]

LAGfish bets $72
Fees raises to $244

 

Parte VIII


Low Limits Manual – jogando o flop – pt. V

janeiro 15, 2011

A quinta parte do manual de low limits discorre sobre a segunda parte do jogo no flop, analisando as possíveis situações que podem ocorrer em relação ao raising, ao bluff e em unraised pots. As outras partes do artigos podem ser encontradas abaixo:

Pt. I; Pt. II; Pt. III; Pt. IV;

Raising

1. Isto é algo que você não estará fazendo muito, mas há algumas situações. Vamos dividir esse tópico em duas seções: quando você é o PFR e quando não é.

A. Quando você é o PFR e você irá dar raise no flop, isto implica que alguém te deu uma donk bet. Assim, seu raise, como todos os raises no poker, será por value ou por bluff.

Primeiro vamos ver quando nós o fazemos por value.

cartas straight flush espadas poker

Vamos dizer que um jogador é um donk 50/15 ou algo assim. Tem uma history decente de dar lead com mãos fracas, especificamente com par fracos, mas também tem ido pro showdown com draws. Você tem AJo em AK6r ou AT8dd, em ambos os casos você geralmente quer dar raise na weak lead dele, então vamos dizer que ele beta 4bbs into 8bbs, provavelmente faze algo em torno de 14-16bbs é o melhor porque você não quer jogar fora a iniciativa da mão porque isto faz com que seja difícil extrair value em outras streets. Desde que nós saibamos que ele tem algo como A5 ou 67dd nós queremos colocar um raise por value enquanto estamos na frente. Algumas vezes ele irá foldar e está tudo bem, mas a melhor jogada é dar raise: “Dar call é a pior opção no poker, é horrivel. Frequentemente, é melhor dar raise ou fold do que call, contudo, isto não pode ser confundido com “call é sempre ruim”, há situações que o call é a unica opção”.

Eu digo isto porque quando você dá call (ao menos que você tenha algo como um read muito forte, e você está fazendo isso propositalmente para fazer uma trap no seu oponente ou dar float de alguma maneira) você geralmente não tem ideia onde sua mão está (isto será muito ambiguo).

Agora vamos refletir o que esse pedaço de informação significa em relacão à mão. Se você terminar dando só call e algo como como um 5 ou um ouros aparece, as mãos que você acha que estão no range dele acabam se tornando melhor que a sua, mas você não sabe se ele tem ou não tem esse tipo de mãos. Quando damos raise no flop e bet turn nos podemos estar certos de que ele completou ou não completou sua mão porque ele irá dar c/r no turn SOMENTE por value, estes tipos de jogadores ruim nunca irão dar semibluff, ou fazer com que mãos como esta sejam por bluff no turn, é muito sofisticado e tricky e geralmente está MUITO longe da cabeça deles. Meu conselho é: dar raise no flop como descrito, bete o turn 20~25bbs e bete o river pequeno também, ~30bbs.

Eu pensei sobre isso por um instante e vi que esse é o único tipo real de situação que eu vejo que cabe um value raise no flop como o PFR, então vamos adentrar nos bluffs.

Bluffs

Normalmente quando alguém dá uma donk minbet no flop ele não terá uma boa mão. Não é sempre verdadeiro, mas, na maior parte do tempo eles tem um range muito fraco, normalmente um TP fraco, na melhor das hipóteses. Para esses tipos de spots eu SEMPRE dou bluff-raise na primeira vez, para construir history, reads e também para por pressão nele e colocá-lo em uma situação de decisão OOP, o que sempre é dificil. Denovo, normalmente, é melhor fazer isto com QJ em T8x ou com flush draws, mas nunca será fácil assim. Vamos olhar um spot mais complicado.

Nós temos 98 ou A5 em J77r. Se um donk vem até você, vamos dizer, com um lead maior. Vamos supor que ele bete 6bbs em 8bbs. A primeira questão que você deve se perguntar é “o que ele tem?”. Se ele é trappy/tricky e você não o tem visto dar slowplay com sets até o river, ou entãao deu um c/r no river com uma mão forte óbvia, ou, em geral, a última vez que você viu ele ter um monstro ele deu check no flop, você pode, imediatamente, eliminar do isso do range dele. Então significa que ele tem: TP forte/fraco, weak pairs, air. Vamos dizer que ele 3beta QQ+. E QJ+ é incomum baseado na history com ele (c/c estes tipos de mão). Então no caso que ele não estará nunca dando lead com essas mãos, o range dele irá ser super weak, e eu com certeza, iria para o bluff/raise. Denovo, como sempre, é sempre bom ter um redraw para straight ou A, mas, realmente, sua mão pode ser ATC (any two cards) porque você sabe que o range dele é weak. Nunca faça bluffs em várias streets aqui, eu tenho visto muitos calldowns que não fazem sentido aqui. Coincidentemente, eu jogo AJ neste board da mesma maneira, somente porque eu sei que se ele der call no flop (desde que eu joguei minha mão fast) ele está geralmente pensando que eu estou blefando e tomou a decisão de chamar no mínimo mais uma aposta. Então quando você for donked, pense sobre o range dele, se ele não pode ter uma mão grande aqui, é hora de dar raise. Se ele pode ter uma mão forte ou você não sabe, provavelmente, é hora de foldar, mas em raras ocasiões é bom dar bluff-raise com gutshot ou AK por 6 outs. Não faça disso um hábito ao menos que ele folde bastante.

O que eu quis dizer sobre bluffraise contra donks é adivinhar seu range. Se for fraco, explore-o blefando, e se for forte/unknown, explore-o foldando (simples, não? É incrível como donks não balanceam seus ranges).

Vamos focar nas criaturas mais complicadas: os TAGs.

A primeira coisa a entender é que muitos TAGs que jogam algo como 21/18 somente dão flatcall com AQ/KQ e pares (na maior parte, conforme a distância entre VPIP e PFR aumenta, mãos como KJo e 87s também aumentam). Vamos olhar uma situação comum (quão longe os leads atingem):

Você abre do CO com AQ ou 56, TAG (20/18) dá call do SB, flop vem K42r, ele dá lead de 6bbs into 8bbs, qual a sua jogada?

Raise. Geralmente ele irá ter 55-99 aqui porque ele odeia a linha c/c, e porque é dificil jogar OOP com weak pair e sem a iniciativa. O único problema é que ele não terá muitas mãos Kx no range dele e raramente terá um set (entretanto, há jogadores que só irão ter sets aqui. Estou pensando em alguns regulares da NL400 que somente dão lead em sets, então eu somente foldo para todos os seus leads). De qualquer maneira, é muito mais fácil para nós termos uma mão grande do que é para ele, então este é um spot que eu dou bluffraise todas as vezes. Sem history, dar call com Kx+ é provavelmente melhor, contudo, se ele dá call no raise e tenta ir pra showdown sempre com, vamos dizer, 99, por exemplo, você deve começar a dar raise com Kx+ para balancear seu range, também para tornar impossível para ele dar lead e dar call em um raise. Como em outros momentos, é sempre bom ter um gutshot/overcard/backdoor flush draw. Isto irá me guiar para outra coisa que quero enfatizar:

“Até que seu oponente ajuste-se (adapte-se), continue o explorando”.

Isto pode ser aplicado em muitas maneiras, mas a mais comum é dar bluffraise nos leads, c/r cbets, ou 3bet IP. Até que ele faca algo contra (3bets/4bets/calls down etc) você deve continuar fazendo (ao menos que você não queira seu dinheiro).

Então vamos dizer que ele faça denovo na próxima órbita, dê raise novamente.  (FWIW esta situação é basicamente a mesma no board A high, ele sabe que você irá dar cbet MUITAS vezes e ele não quer dar c/c).

Ok, este caso foi simples, agora vamos entrar em spots mais complexos.

Você tem A2dd no BTN, um bom TAG, 20/16, flat call do BB. O flop vem J87dd. Ele dá lead, você deve:

Call. Bruto, eu sei, mas dar call aqui é o melhor. Minha razão aqui é que ele provavelmente pensará que você dá mais raise com FD’s aqui, então ser pago em outras streets será mais fácil. Também, na maior parte das vezes, o range de b/3b dele tem muitas outras mãos WB/SB do que mãos WA, e maioria das mãos WA estarão drawing dead. FWIW as únicas mãos que eu dou raise nesse tipo de spot são monster draw (como AJdd), monsters (como T9 ou 88) e blefes puros. Eu estou polarizando meu range, mas polarizar meu range é OK boa parte das vezes, porque: A) meu oponente pode não saber o que é polarizar o range e B) mesmo que ele saiba, ele provavelmente não irá ter history suficiente ou saber como usar essa informação a favor dele. Meu range tem blefes porque: A) ele me viu ter um monstro aqui antes, ou B) eu vi ele dar b/f nesse spot. De qualquer maneira, dê call. Se você fizer seu flush, bete grande o suficiente no turn e river, ele normalmente não lhe dará crédito. Também, se você completar e ele betar denovo, dê um raise pequeno o suficiente para que ele pense que você pode blefar aqui algumas vezes, mas bete grande o suficiente até onde ele o pagará pra ver o river por seu stack (deep modifica tudo, você irá ter que descobrir como maximizar o value deep, somente pense como ele joga e com quais mãos ele o irá pagar, e como ganhar o máximo com aquela mão). A última coisa para especificar sobre esta mão é que eu provavelmente daria c/c em qualquer turn que não dobrar o board e que eu checko behind o As para: a) extrair valor no river, b) não ser towned (value betado), c) deixar ele draw com a segunda melhor mão.

2. E quando nós não somos o PFR?

A. Há alguns poucos spots para dar bluffraise quando você levou flat call. Boards monotone e rainbow, especificamente.

I. Vamos dizer que você tenha 66 (com ou sem o espadas). Você dá call em EP de um TAG, o flop vem T54sss ou KQ5sss, qualquer um dos dois é ok. Ele cbeta (que, btw, o range dele de cbet é qualquer PP com um espadas, sets, flushs, qualquer As, qualquer K, maioria das damas, maioria dos valetes, e provavelmente alguma coisa aleatoria como AJo ou 87dd). Ok, dado este range e nenhuma history, quanto do range dele suporta um raise nesse board? Até algo como AQs esta flipando/dead contra todos os seus value raises. Entao, simplesmente, maioria do range não pode continuar com um raise, então raise aqui é muito superior do que call ou fold. E também constrói uma imagem que você estará, eventualmente, o stackando com AA ou algo.

II. Outro spot legal para dar bluffraise é algo como K98r ou AJ8r com JT ou T9, somente porque ele irá ter 1 par maioria das vezes, e se ele decidir dar call, nós vamos ter um redraw, etc. Você nem precisa de um draw. Honestamente, transforme 22 em um bluffraise, isso faz com que você seja mais difícil de se jogar contra e frequentemente irá ganhar o pot . Do outro lado, quão encucado você irá ficar se você tiver AK/AQ e alguem dá raise nesse spot?

III. O último spot que eu quero falar é em multiway pots. Pense nestas situações como squeezes posflop.Digamos que o UTG/MP dê open, CO call, nós estamos BTN com 65ss, ATss ou 55. O flop vem J84r (com um espada). PFR cbet, CO call, sua melhor jogada aqui é dar raise, todas as suas mãos tem outs (embora 55 bem menos que as outras duas), se levar call, e parece muito forte, essa jogada faz com que pareca que você tenha um set (é muito dificil representar um set pósflop quando blefando, este é um dos unicos spots, também, FWIW, é legal dar c/r aqui com, por exemplo, uma overcard e BDFD ou algo assim. Somente porque parece fortíssimo). Então vamos dizer que o PFR cbeta 10bbs into 13bbs, CO call, eu provavelmente iria fazer algo como 40bbs (também faça isto com sets, isto é chamado balancear o range) e, obviamente, folde para um shove. Se o CO der overcall, ele tem um set ou é MUITO ruim, de qualquer forma de check no turn se você errar ou pegar um draw. Se o PFR der call, somente bete se você acertar a gin card, como 9s para A10, ou 3s para 56 (e obviamente o 7). O tamanho da aposta no turn depende do que você acha do seu oponente, se ele pensa que uma aposta de 1/2 stack é uma aposta forte, bete, caso contrário shove. (FWIW você não precisa de huge draws para fazer este tipo de jogada, desde que a maior parte do seu range esteja polarizado entre monsters e draws para fazer este tipo de jogada, é uma boa opção, tendo uma boa imagem. Isto significa que o board não seja de 2 cores).

B. valuetown

I. Não há muito spots para dar value raise no flop a menos que você esteja balanceando seu range como falado no exemplo 3. Mas há alguns. Especialmente:

– Você tem 88 ou AA (você deu flat call com AA esperando um squeeze de um donk) e o flop veio 833 (duas cores ou rainbow, não importa). Este é um spot incrível para dar raise no PFR porque está subentendido que ele tenha um range sólido, e é dificil você ter muita coisa, então, eu não fico surpreso quando eu vejo um TT ou um AK em um 3bet bluff. Se ele der 3bet, shove right now. Quando você dá call, dá a ele muita oportunidade de fugir do pot, e muito pouca oportunidade dele melhorar e você ser pago. FWIW este é um spot horrível para dar bluffraise sem history de você ter stackado ele com AA depois de ter dado flat call.

II. O segundo spot é quando você flopa 2pairs+ num drawy board, entao você tem 98 ou 88 em K98ss, difinitivamente, raise e tente stacká-lo.

III. Último spot que eu gostaria de dizer é, o board é A32 ou A22 ou algo assim e você deu flat call com AK (fwiw, é muito melhor quando o board está dobrado, você, definitivamente, quer jogar a mão fast e tentar stacká-lo no flop quando ele pensa que você está blefando (porque, sério, além de quads/set o que ele pode ter em um board desses?))

Unraised pots

Eu estou muito feliz em escrever esta parte neste livro porque eu nunca vi um post que discuta a importância de ganhar unraised pots ou a metodologia por trás disso.

Você, geralmente, deve ser muito stabby (stab = algo como atirar; que significa que você está nos blinds e OOP) porque nestas situações, eu irei descrever como se você tivesse uma mão moderada para forte e pretendo jogar fast dando lead OOP contra o range do seu oponente que será fraco em relacão ao board.

I. Boards secos:

Este é a situação mais comum e significante para ganhar unraised pots. Digamos que o board é 522r, J73r, 1052r, 1033r, 239r, Q72r, K84r, 884r, etc. etc. você quer ser stabby nestes board todas as vezes.

Primeiro vamos focar em boards dobrados e vamos usar 933r como nosso exemplo. Se você está no SB ou no BB e o SB dá check, bete todo seu range (se não tiver nenhum read de que alguém dê limp com AA ou dá c/c no SB neste spot). Parecerá que você tem um 9 no mínimo, e geralmente as pessoas irão foldar, porque eles sabem que você pode ter um 3, e nós sabemos que nossos oponentes raramente terão. Também, não se esqueça em dar lead com trips aqui. Também, seja cauteloso, se tomar call, desista se você tiver air.

O pensamento no board dobrado é simples. Agora vamos para o mundo do J73r. Você basicamente quer dar lead nesses quando você tem bottom pair e um BDFD, middle/top pair, gutshot, Kx ou Ax BDFD, algo como A5s é realmente bom porque você tem 2BDSD e BDFD e uma over. De qualquer maneira, se você tiver uma parte do board, pot (quando eu digo por eu quero dizer betpot, então ninguem irá ficar fazendo gracinha). Uma vez recebido um call, eu beto todo turn que eu melhorar e c/f todos os gutters, etc. que erraram. Obviamente eu continuo betando 2pairs, TP, etc.

Bete também, todas as mãos que eu falei antes, onde você tem redraws malucos, se o SB der lead e eu tenho uma dessas mãos, eu normalmente dou potraise porque: a) parece muito forte, b) será dificil ele continuar porque o board está seco, e ultimamente, c) se ele, ainda assim, der call, ele, provavelmente, irá colocar muito dinheiro com uma mão marginal, ou ele tem uma mão grande, e se nós acertarmos, nós iremos ganhar um pot grande.

II. Heavy boards

Em geral, você vai precisar de um strong draw/pair/etc para dar lead nesses tipos de spots. Então vamos dizer que nós temos J9dd em K107dd, então, betpot flop, se você receber call em um spot, betpot o turn, em dois spots, provavelmente algo ~75% do pot, mas continue dando lead. Os tipos de jogadas em heavy boards não é o tipo de jogada em que blefaremos sempre, então nós devemos, basicamente, double barrel nosso range inteiro ao menos que uma carta ruim apareça, como um flush ou 4straight ou algo assim. Definitivamente, double barrel todo os draws, ao menos que uma carta MUITO ruim apareca. Também, digamos que você tenha 98o em T73, e o turn vem 10 ou 7, eu, provavelmente, betaria denovo porque, mesmo que seja ruim para nossa mão, parecerá muito forte e, provavelmente, ganharemos muitos pots.

Parte VI


Poker online – 10 erros cometidos 3/3

janeiro 2, 2011

Esta última parte dos erros mais frequentes cometidos pelos jogadores inexperientes em poker online abordará temas já desenvolvidos aqui, como a falta de atenção e o jogo short handed. Além dois novo serão estudados como a irracionalidade do blefe nos micro limits e a necessidade de parar de jogar em certos momentos. As duas primeiras partes do artigos podem ser encontrados logo abaixo:

Parte 1; Parte 2;

Erro #7 – Não prestar atenção.

Todos falam sobre ler seus oponentes, jogar de acordo com seus oponentes, etc. Mas como você fará isso se você não estiver prestando atenção na ação da mesa? Não prestar atenção é um erro muito comum no jogo on-line, e pode acarretar em muitos erros em decisões estratégicas importantes.

Vamos conferir algumas das mais comuns distrações dos jogadores on-line:

Ler e-mails
Falar ao telefone
Assistir televisão
Jogar duas mesas
Navegar na internet
Conversar com seus amigos, familiares, etc.

Um ponto crítico para avançar seu nível de jogo é criar um ambiente correto para que você possa focar a ação e seus oponentes. Identificar as tendências de seus oponentes e jogar de acordo com isso não é uma habilidade fácil de se desenvolver e requer sua constante e total atenção.

É muito fácil jogar em um estilo robotizado, onde você simplesmente joga suas cartas. Você pode até fazer dinheiro com esse estilo, que é o que os jogadores de múltiplas mesas fazem. Porém, esse estilo de jogo não irá maximizar seus lucros e também não irá ajudar você a crescer como jogador, adquirindo experiência a tomar decisões baseadas nas tendências de cada oponente. Então, crie um ambiente que conduza você a melhorar seu jogo.

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Encare o monitor como encararia uma pessoa real.

O que você pode fazer para mudar isso? Leia seus e-mails antes de sentar às mesas. Desligue a tv ou coloque-a longe de onde você estiver jogando. Se for possível, não atenda ao telefone. Agende suas sessões de poker para não conciliar com o seu tempo social ou atividades familiares (para outras dicas em como melhorar a concentração no jogo online, dê uma olhada nesse outro artigo sobre esse tema específico).

As conseqüências de não prestar atenção podem ser a diferença entre um jogo medíocre e avançado. Vamos conferir alguns exemplos: Você está no Cut-off com AJ offsuit e o jogador antes de você aumenta, tendo a mesa rodado em fold. Normalmente esse seria um fold fácil contra um jogador regular. Mas e se o oponente aumentou 7 das 10 últimas rodadas? Se você não notou isso devido a distrações você irá simplesmente foldar, mas se você notar que ele é um maníaco, essa é uma grande chance para um reraise. Outros exemplos não são tão claros e precisão de muita atenção para serem identificados.

Por exemplo, um jogador em particular na sua mesa nunca aplica check-raise. Ele sempre aposta com as mãos fortes e dá check com mãos fracas. Se você está prestando atenção, poderá foldar suas mãos medíocres quando ele apostar ou poderá apostar quando ele aplicar check. Esta é uma informação valiosa mas não será não notada a não ser que você esteja prestando muita atenção à ação da mesa.

Faça um teste: Da próxima vez que você sentar à mesa, preste atenção por 10 minutos e então pergunte a si mesmo algumas simples questões:

– Quem está sendo tight no préflop e quem está sendo loose?
– Ha algum jogador loose agressive sentado na mesa?
– Quem são os rocks no pósflop e quem persegue quaisquer outs?
– Quem são os dois melhores jogadores da mesa?

Dez minutos podem não ser o suficiente, e suas primeiras impressões podem acabar mudando. Mas você precisa começar a criar históricos de cada jogador desde o exato momento em que você senta à mesa. Preste atenção na ação e primeiramente aprenda a identificar as tendências de seus oponentes. Eventualmente você será capaz de se focar em tendências mais complexas, como quais oponentes gostam de aplicar checkraise, quais oponentes gostam de aplicar slowplay, e quais gostam de aplicar o semi-bluff. Eu comumente comparo o aprendizado do holdem com o aprendizado de outra língua. Assim que você sente que estabilizou seu jogo, algo novo se tornará obvio para você e então você dá um salto para outro nível. Então, preste atenção e desenvolva a habilidade de ler seus oponentes. Isso irá ajudar a tomar as melhores decisões.

O pior erro é jogar em limites muito mais altos que seu bankroll. É o pior erro porque no final você não poderá jogar mais. Se você não se importa em quebrar, então você pode correr mais riscos. Mas se você quer jogar poker pelos anos que virão, você tem de gerenciar de forma correta seu bankroll.

Erro #8 – Blefar demais.

Não há nada mais glamuroso e excitante do que fazer um grande blefe em uma mesa de poker. Para o jogador, a satisfação não vem somente por faturar um bom pote, mas também por desafiar e vencer um oponente.

Infelizmente, muitos jogadores acabam entrando em problemas por blefar demais. Isto é mais visível no on-line do que nos jogos ao vivo. Blefar demais não é rentável na internet. Especialmente nos jogos de limites baixos, onde freqüentemente vemos mãos chegarem até o showdown.

Há muitas razões para tentar blefar no poker. A mais obvia delas é o lucro imediato que você consegue ao aplicar um blefe bem sucedido. Ao jogar contra jogadores observadores, é importante blefar para conseguir ação no futuro, quando você tiver mãos sólidas. Este é, por exemplo, um dos pontos chaves para o sucesso de Gus Hansen. Ele ganha e perde muito por causa de seus blefes, mas são os lucros conseguidos em mãos realmente sólidas que o torna em um jogador bem sucedido. Se você não blefar não será pago muito freqüentemente, já um jogador que blefa freqüentemente será desafiado muitas vezes. É a combinação do lucro imediato ganho e o valor das jogadas futuras que torna o blefe lucrável, quando aplicado nas situações corretas.

Mas tenha em mente que o jogo on-line é bem diferente do que o jogo ao vivo. Blefar na internet não te da o mesmo valor para as jogadas futuras do que no jogo ao vivo. No on-line os jogadores não prestam tanta atenção quanto nos cassinos, e poderão não notar seu blefe. Eles podem estar disputando em duas mesas, assistindo tv ou lendo os e-mails. Além do mais, você não joga tantas vezes contra o mesmo oponente no on-line para tirar proveito de sua imagem loose. Você pode estar tentando aplicar um blefe, e em 15 minutos depois você terá quatro ou cindo jogadores novos sentando à mesa. Claro, algumas vezes blefar é preciso em jogos onde os jogadores não saem e entram no jogo muitas vezes e quando enfrentamos jogadores regulares, mas no jogo on-line essas situações são exceções e não a regra.

O princípio fundamental é que o blefe nos jogos on-line praticamente só agrega valor na jogada específica em que você o aplica, ou seja, você só tem o lucro imediato da jogada. Uma vez que o valor agregado das jogadas futuras diminui muito, blefar, geralmente, é menos lucrativo no on-line se comparado ao jogo ao vivo.

Mesmo assim muitos jogadores ainda blefam bastante no jogo on-line. Eu acredito que isto é resultado de duas características únicas do jogo on-line: O muro virtual da internet faz com que muitos jogadores tentem enganar muito mais do que no jogo ao vivo. Se Ganha muito mais confiança e coragem ao não termos que olhar nos olhos de nossos oponentes. O ambiente virtual também torna mais fácil comprometer suas fichas para tentar um blefe. Se você vai blefar, tudo se resume ao clique do mouse. Compare isso ao jogo ao vivo, onde você tem que fisicamente mover suas fichas até o centro da mesa enquanto seu oponente lhe observa. Muitos jogadores acabam não se preocupando com suas “fichas virtuais”.

Tome cuidado para não permitir que essas tentações guiem seu jogo. Tenha em mente também que por haver mais blefes no jogo on-line, os oponentes pagaram seus blefes mais freqüentemente do que no jogo ao vivo. Esta é mais uma razão para ser bem seletivo ao tentar blefar

Erro #9 – Não saber a hora de parar.

Muitos jogadores tem objetivos à curto prazo. Eles sentam na mesa e querem fazer dinheiro… agora! Muitos sofrem por encerrarem a sessão com uma grande perda. Isto mata eles. Quantas vezes você já ficou até altas horas da madrugada tentando ao menos terminar a sessão even (igual a como começou)? Ou quantas vezes foi dormir chateado e com peso na consciência, se sentindo um jogador perdedor?

Infelizmente, este tipo de pensamento esconde a qualidade de seu jogo. Tentar recuperar suas perdas é um propósito errado, especialmente quando você está sonolento. Você começará a entrar em mais potes, torcendo para que acerte uma grande mão. No flop você pode estar com um draw fraco, mas decide ir em frente esperando acertar um grande pote e voltar ao even. Você não acerta o flop e então decide: “Ah, uma aposta a mais não vai me machucar”, e então paga o turn. Você acaba perseguindo outs em situações com má perspectiva, onde é muito difícil acertar seu jogo. Você quer ir dormir com a consciência limpa, sem peso, mas acaba se enterrando cada vez mais.

Para todos que se vêem na situação descrita acima, eu tenho um simples conselho: Você sempre poderá voltar ao even amanhã ou no dia seguinte. Poker é um jogo longo e continuo que nunca acaba. Pensar nele em termos de sessões ou até mesmo semanas deixará muitos jogadores de mau humor. Para ter uma perspectiva correta do jogo, sempre analise no longo prazo. Eu sempre analiso meus resultados mensalmente.

A internet é maravilhosa para os jogadores de poker, pois você sempre terá um jogo para disputar. Quando as coisas estiverem ruins e você começar a se ver esperando um grande pote, é melhor sair da mesa e esperar o dia seguinte para que as coisas voltem ao rumo correto. É uma decisão muito simples quando pensamos melhor sobre ela. Você pode continuar a afundar ou sair e voltar em outro dia, mentalmente renovado. Então lembre-se: Você pode sempre voltar ao even amanhã ou depois de amanhã.

Erro #10 – Jogando em mesas short-handed com pouca experiência.

Mesas short-handed são um dos estilos de poker mais lucrativos. Meus ganhos sempre foram maiores em short-handed se comparados ao jogo full-ring. Existem, basicamente, duas principais razões para esse fato.

1 – Jogadores mais experientes tem maior vantagem no short-handed contra a maior parte dos oponentes.

2 – Você recebe mais mãos por hora, então você tem mais oportunidades de aproveitar erros de seus oponentes.

Vamos discutir brevemente estes dois pontos. o jogo short-handed requer mais habilidade que o jogo full ring. Entender as tendências de seus oponentes é muito mais importante no short-handed do que no full-ring. No jogo full ring, muitas vezes, você pode simplesmente sentar, esperar as cartas e só isso já lhe será rentável. O jogo short-handed não lhe dá esse luxo. Você paga blinds com muito mais freqüência, então tem de aprender a jogar mãos fracas. A maior parte de seus lucros será conseguido em cima das fraquezas individuais de seus oponentes. É preciso ser um jogador experiente para identificar essas fraquezas.

Em um jogo full ring você recebe cerca de 70 mãos por hora. Em um jogo short-handed este número pode ser de 100 até 120 mãos por hora. Estas mãos extras dão aos jogadores experientes mais oportunidades de tirar vantagem sobre seus oponentes. O resultado final é um lucro por hora muito maior do que nos jogos full ring.

Pode parecer que estou promovendo o jogo short-handed. É verdade que ele pode ser mais lucrativo, mas os jogadores iniciantes podem enfrentar muitos problemas ao disputar partidas short-handed. Eles não têm experiência suficiente para jogar bem nessa modalidade. De vez em quando eles engrenarão em uma good run e acabarão viciados no jogo short-handed, ainda mais do que no full ring, mas normalmente perderão este dinheiro.

Um dos maiores erros que você pode cometer é disputar uma partida onde você está em desvantagem, especialmente com um número alto de mãos por hora. Os iniciantes não só estão em desvantagem como também não tem o bankroll necessário para suportar as flutuações. Essas flutuações também levam os jogadores à tiltar mais facilmente, o que é outra grande fraqueza dos jogadores iniciantes. O jogo short-handed é jogado de forma completamente diferente e você precisa de muita experiência para se dar bem. Meu conselho é manter-se no full ring para melhorar seu jogo antes de tentar outras variações de disputa.