Nível mental de pensamento

janeiro 25, 2011
Escrito por Andrew Brokos – Thinking Poker
Traduzido por Herick_BR – Fórum MaisEV

Um importante aspecto de um jogo de poker vencedor é a adaptação ao level (nível) no qual seu oponente está pensando. Muitos jogadores sérios de poker entendem isso na teoria mas tem problemas de aplicar na prática. Este mês, eu quero falar sobre quais os levels de pensamento e como eles devem influenciar seu jogo.

Quando me refiro aos levels de pensamento no poker eu me refiro à profundidade na qual um jogador está pensando sobre dada situação e os fatores que ele está considerando. Estes níveis podem ser divididos como se segue:

Level 1O que eu tenho? Este jogador pensa sobre a força absoluta da mão ao invés da força relativa. Ele aposta, paga, folda ou dá raise baseado somente nas duas cartas que segura sem ligar para fatores situacionais como quais as mãos possíveis de derrotarem-no, o que seu oponente pode ter, ou o que ele representa. O tamanho das suas apostas ou o tempo de suas decisões também tendem a ser proporcionais à força da sua mão. Somente os jogadores completamente horríveis são pensadores puramente de Level 1, embora muitos jogadores fracos se revertam à esse nível em certas situações.

Level 2– O que ele tem? Este jogador tenta ler o que seu oponente tem e depois joga sua própria mão de acordo com a leitura. Se ele blefa é porque suspeita que sua mão seja a pior e não porque representou consistentemente uma mão forte nas streets anteriores. Quando ele aposta por valor no river é porque sua mão é forte em relação ao board e ao range do seu oponente e não em relação à força do range que ele representou. A maioria dos jogadores pensam no Level 2 a maior parte do tempo.

Level 3– O que ele pensa que eu tenho? Estes jogadores são cientes não somente do que eles têm, mas também do que eles representam. Eles pensam dinamicamente sobre o range de mãos do oponente baseados em como ele jogou à luz das informações que eles sabem que eles deram ao adversário sobre a própria mão. Eles irão perceber, por exemplo, que você não apostou ou aumentou quando haviam muitas possibilidades de sequência ou flush no board e, portanto, lhe darão menos créditos por uma mão grande. Eles farão também thin values bets quando eles sabem que demonstraram fraqueza e blefar quando demonstraram força mais cedo na mão. Muitos jogadores vencedores de stakes médios são primordialmente pensadores de Level 3.

Level 4– O que ele pensa que eu penso que ele tem? Os pensadores de nível 4 são oponentes verdadeiramente cheios de truques, que entram na sua mente sobre sua jogada à luz da informação que você tem sobre ele e sua mão e também a informação que você sabe que deu a ele sobre sua mão. O melhor exemplo que posso pensar sobre esse jogador é o que folda um par para seu bet no river depois do seu check e call o flop e o turn e todos os draws óbvios não bateram no river. Se o seu raciocínio é que você pensa que ele pensa que você está blefando e portanto não iria blefar mas fazer um thin bet value, então ele está empregando o níve Level 4 de pensamento.

Você pode imaginar a progressão a partir daqui e como intricado os jogos de raciocínio podem alcançar entre dois jogadores de alto nível. Porém, poucos jogadores empregam o Level 4 e acima com sucesso regularmente, em parte porque frequentemente não é necessário.

Um call de Level 3

Essa mão ocorreu durante uma partida online de heads-up com blinds 3/6 e stack efetivo de $600. Meu oponente, um bom mas não ótimo jogador, deu raise pra $18 no botão e eu paguei com Kc6c do BB. O flop veio 9h 6d 4c, me dando o segundo melhor par e um bom kicker além de um back door flush draw. Eu dei check e paguei um bet de $28.

Um 7c melhorou meu flush draw e eu dei check novamente. Meu oponente também deu check e o river foi o 8s. Esta era uma carta ruim, não tanto porque era uma overcard pro meu par, mas porque completava 4 cartas em seqüência no board. Eu dei check novamente e meu oponente bet $70 em um pote de $74.

Porque eu esperava que esse fosse um jogador de Level 2, como até bons jogadores fazem quando chega a hora de apostar por valor no river, eu percebi que ele não faria um thin value bet aqui. Minha jogada passiva tinha representado uma mão fraca de um par que estava muito ameaçada no river. Logo, eu esperava que seu range consistisse de exatamente straights ou blefes. Depois eu conclui que essa era uma carta tão boa para ele blefar que ele apostaria mãos como a Ace-high que teriam algum, mas muito pouco valor no showdon, uma vez que minha mão parecia muito com um par pequeno.

Esse foi um pensamento de Level 3 da minha parte: Eu considerei da força sua sua mão e também o tipo de mão que eu representava. Um jogador Level 4 poderia me explorar aqui dando value bet em algo como dois pares. No entanto, eu não achava que esse jogador era capaz disso. Eu paguei o bet e ele me mostrou 4h 2h. Como eu suspeitava, ele tinha aplicado um cálculo suficiente nas possíveis mãos que eu tinha para perceber que um par não era suficiente para ganhar o pote, mas somente um blefe. Ele estava usando a lógica do Level 2 com seu bet no river, e pensando um level à frente dele, eu tomei a decisão correta.

Overthinking

Agora vejamos o que acontece quando eu tento aplicar o Level 3 contra um pensador de Level 1. Esta mão também ocorreu num heads up $3/$6, $600 de stacks efetivos, mas contra um oponente muito mais fraco.
Eu aumentei para $18 com 8c 7h no botão, e meu oponente fez um re-raise para $36, o qual eu paguei. O flop veio 7s 5s 5d. Ele deu check e eu também, um pouco suspeito pelo tiny re-raise pre-flop.

O turn foi um 8h. Ele deu bet $45, e eu paguei. O river foi um 9d, e ele bet $120 num pote de $162.
Nesse ponto, eu fiz duas suposições erradas sobre meu oponente. A primeira é que seu mini pre-flop re-raise viria quase sempre de cartas maiorias como um grande par ou um Ás grande. Logo, eu não estava particularmente preocupado sobre meu oponente ter 5, 6 ou 9 na sua mão. O segundo que o tamanho do bet no river seria ou uma grande mão, provavelmente trips ou melhor, ou um blefe, mas que nunca seria uma mão de força média como um overpair. Eu paguei e perdi para 9c3c.

Contra um pensador de Level 2, a suposição seria razoável. Mas aqui, eu agora acredito que meu oponente estava operando no nível 1, pelo menos no river– Eu não tenho idéia do que ele estava pensando pré-flop. Ele apostou forte porque tinha top pair, e não deu a mínima pra o tipo de mão que representava, quais as possibilidades do board, ou o que eu teria ou com o que poderia pagá-lo.

Porque eu pensei em excesso na situação, no entanto, ele alcançou o mesmo resultado de um jogador de Level 4 malandro. Ele encontrou um bom spot pra fazer um value bet representando um blefe quando na verdade tinha top pair, uma mão nada plausível com suas ações nas streets anteriores.

Conclusão

Eu escolhi focar esse artigo em decisões no river porque elas eliminam a complexidade dos implied odds, implied odds reversos, semi-blefem, controle de pote e proteção da mão que fazem parte das decisões nas streets anteriores. O jogo no river é puramente um jogo de raciocínio onde nós precisamos descobrir o processo mental que envolve blefes, calls e value bets.

Eu declarei mais anteriormente que poucos jogadores empregam o Level 4 ou maior, e isto é em parte porque não é freqüentemente necessário. Seu objetivo deve ser pensar um e somente um level acima do level que seu oponente esta pensando.

Jogadores melhores se adaptarão mais rapidmanete a você, mas se não se adaptou de maneira certa, então um oponente fraco pode ser tão tricky quanto um bom oponente. Se você está um nível atrás, então estão passando a perna em você.

Mas se você está mais de um level na frente, então você está dando muito crédito ao seu oponente e está overthinking (pensando além do ponto) certas situações.
Uma vez que há muito mais jogadores ruin que bons por aí, o último é um problema mais comum. Este é também, graças a Deus, um problema mais fácil de consertar.

Anúncios

Guia de leitura de mãos 4/5

dezembro 31, 2010

Na quarta parte da série aprenderemos a como interpretar as ações dos vilões a partir dos seus padrões de apostas e através das suas stats (VPIP, PFR e AF). As três primeiras partes do Guia de leitura de mãos pode ser encontradas logo abaixo:

Parte 1; Parte 2; Parte 3;

4. Conheça o hand history.

Aqui estamos discutindo como aquela mão em particular foi jogada: quem apostou, quando e quanto?Comece a procurar por padrões de apostas, já que pessoas diferentes vão ter padrões diferentes.

 

fichas poquer poker artigos coloridas

O que uma aposta pode nos contar?

Alguns problemas gerais:

Check-raises: Quando um oponente dá raise, ele está mandando a mensagem que sua mão é poderosa. Ele sabe que você está apostando e ele não se importa. E mais, ele estava confiante o bastante pra arriscar que voê desse check atrás em sua busca por mais $ no pot. Esse tipo de aposta em geral vai significar uma das 3 coisa: ou seu oponente estava monstruosamente forte e estava fazendo slowplay numa rodada anterior, ou a última carta o ajudou de alguma forma, ou ele está blefando numa situação em que ele pensa que pode te assustar a ponto de fazê-lo dar fold. Como regra geral, confie em check-raises de jogadores passivos. Completamente. Se você não tem um monstro escondido (e eu digo MONSTRO com letra maiúscula) você deve foldar para esse raise. As pessoas frequentemente perguntam “eu posso alguma vez escapar de pocket aces?”. Essa deve ser uma situação onde a fuga é simples. Outra regra geral é que quanto mais agressivo um jogador for, mais provável de que o check-raise seja um blefe. Eu diria que em um oponente que a Agressao média (AF) é de pelo menos 2, você não precisa se preocupar com um “check-raise semi-blefe”; ecom um AF de pelo menos 4 você não deve se preocupar com um check-raise blefe. As pessoas são muito rápidas em colocar em colocar um jogador em um blefe quando ele dá check-raise; eu acredito que esse evento seja muito mais raro do que as pessoas pensam.

Um pequeno lembrete: check-raises no flop estão muito mais propensos a serem blefes ou mãos fracas que check-raises em QUALQUER outra street. No flop, as pessoas vão frequentemente adotar uma linha de check-raise contra um cara que dá c-bet constantemente, mesmo com mãos como “bottom pair, no kicker” porque eles sabem que seu oponente vai frequentemente ter puro air. Então: um check raise no flop geralmente significa “Eu posso derrotar A-high”, mas um c/r em uma rodada posterior significa: “Eu posso derrotar VÔCE!”

Check-calls: essa jogada é altamente especifica a cada jogador. Contra um calling station passivo significa “Eu tenho 2 cartas. Olha! Espadas são bonitas. Eu gosto de torta”. Contra um jogador tight e moderadamente agressivo isso frequentemente significa “estou em um draw”. Contra um jogador altamente agressivo isso frequentemente significa: “Eu tenho um monstro e vou deixar vc apostar até a morte”. Check-calls são precursores de check-raises em rodadas posteriores de jogadores muito agressivos.d e jogadores muito passivos, eles só precedem mais check-calls.

Donkbets: uma “donkbet” é quando alguem que NÃO tem a lead faz uma aposta inesperada. Por exmplo, se um jogador deu call no seu raise pré-flop mas então lidera contra você no flop, isso seria uma donkbet. Similarmente, se um jogador da call na sua aposta no flop mas então lidera no turn, isso também seria uma donkbet! Nesse estágio uma donkbet deveria ser interpretada como se dissesse “essa carta me ajudou”. Quanto mais passivo for seu oponente, mais direta é a interpretação. Quando um jogador passivo vem à vida numa 3º carta de straight, 4º carta de flush, um par na mesa, ou outra carta estranha e randômica, você deve esperar que essa carta tenha melhorado a mão dele. Não espere que isso signifique que ele tem o nuts: eu já vi jogadores passivos fazerem uma aposta do nada numa quarta heart unicamente porque ela deu a ele 2 pares. Por outro lado, jogadores muito agressivos amam fazer donkbets em scary cards. Esse é um blefe mais barato que um check-raise mas funciona frequentemente nesses limites, e muitos jogadores agressivos vão tirar vantagem de um A no turn ou uma 3º/4º flush, ou um par no bordo para tentar ganhar o pot. Fique ligado nisso.

Checks Inesperados: um jogador que tem apostado firmemente na mão e inesperadamente pára de apostar e passa a dar check. O que isso significa? Bem, uma interpretação óbvia é que ele estava blefando e agora desistiu da mão. A maioria dos jogadores são straight forward (diretos) o bastante pra que seja esse o caso. Contra um oponente médio-agressivo, isso vai frequentemente ser uma boa oportunidade para apostar com qualquer 2 cartas, já que sua equidade de fold vai estar saindo pelo teto.Outra situação comum é quando um jogador flopa uma mão decente – digamos top par numa board T-high e então desacelera quando o turn traz um K. Eles estão preocupados com o overpair e então pararam de apostar. Isso não significa que necessariamente estão prontos para dar fold. Alguns jogadores mudam do bet/raise para o check/call até o showdown. Entretanto quando um jogador agressivo para de ser agressivo, isso geralmente é um sinal de que sua situação não é tão perigosa como você pensou que fosse. Cuidado com o oponente hiper-agressivo quando ele inesperadamente dá check, ESPECIALMENTE se ele der check-call numa scary card. Por alguma razão,esses jogadores tomam a filosofia “forte = fraco, fraco = forte” ao pé da letra e vão frequentemente apostar com pouco, ou nada mas imediatamente dar slowplay no momento em que inverterem uma mão. Assista seus oponentes cuidadosamente para ver se o check no turn geralmente significa que eles estão desistindo ou se geralmente estão preparando uma armadilha.

Bet-Check-Bet: Uma line de 3 rodadas estranha mas muito comum é “aposta o flop, dá check atrás no turn, aposta no river” onde o oponente deu check/call em todo o caminho. Contra um oponente agressivo, a river bet é frequentemente o que chamamos de “desperation bluff” (blefe do desespero). A mão não tem valor no showdown então o vilão aposta na esperança de que você vá foldar a melhor mão. Já que você mostrou pouca, ou nenhuma força através da mão eles sentem que tem uma grande equidade de fold (o que é verdade), e eles agora estão atacando em uma última tentativva de roubar o pot. Entretanto, você precisa ficar atento de como é a board. Outro raciocínio comum atrás dessa line é que a aposta no flop foi feita com nada, o turn deu a seu oponente uma draw e o river ou completou o draw ou não. Se um draw óbvio completou no final, você realmente precisaria saber mais sobre seu oponente antes de decidir se é um blefe ou não. Dar call contra alguns oponentes vai ser extremamente +EV mesmo com bottom pair, contra outros oponentes vai ser -EV com qualquer coisa a menos que um monstro. De novo, observe seus oponentes e coloque notes no que suas lines significam.

Última Parte!


Guia de leitura de mãos 3/5

dezembro 31, 2010

No terceiro mandamento do artigo sobre leitura de mãos iremos entender a influência do bordo na imagem que nós passamos aos nossos oponentes e, principalmente, a decifrar as possíveis combinações que podem ocorrer com vilões com determinados tamanhos de range. As partes anteriores do guia podem ser encontradas a seguir:

Parte 1; Parte 2;

 

3. Conheça o bordo.

Flops tem “texturas” diferentes, e essas texturas podem ser mais ou menos assustadoras, dependendo de sua mão e do range de seu oponente. Mais importante, pessoas diferentes respondem diferentemente a texturas de bordo diferentes. Numa board cheia de draws, se um loose agressive esta dando check-call você pode esperar que ele tenha o quase-nuts, mas se um loose e passive está dando check-call você pode esperar que ele tenha… bem, qualquer coisa!! O que afeta a textura da board? Bom vamos começar com o flop.

Suits: flops podem vir “rainbow” ( 3 naipes diferentes), “two suited” (2 de um naipe e 1 de outro) ou “monocromático” (todas as 3 com o mesmo naipe). Quanto mais “suited” for um flop, maior a mão os oponentes vão precisar pra dar call. Entretanto, perceba que muitos oponentes hiperagressivos vão estar mais propensos a apostar, dar check-raise ou float (dar call-light no flop com a intenção de roubar o pot no turn) tanto com um draw ou com um puro blefe ou um semi-blefe (draw) nesses tipos de board. Se vc é o primeiro a agir, você frequentemente pode roubar essses pots por um aposta razoavelmente pequena (2/3 do pot); se você toma call, cuidado com a flush draw! Um pouquinho de matemática: vamos supor que o flop venha com 3 espadas e você tem um espadas em sua mão. As odds de que seu oponente tenha flopado um flush pronto são 3,3% e as odds de que ele tenha flopado um flush DRAW são 15,8%. Se você flopou uma mão sólida (digamos TPTK) NÃO ENTRE EM PÂNICO E COMECE A DAR CALLS!!! Aposte e proteja sua mão contra o draw que é 4,75 mais provável que o flush pronto que te mataria. Além disso, se seu oponente realmente tem uma segunda-melhor mão, ele vai estar mais propenso a pagar uma aposta no flop monocrômico do que te pagar num turn que tenha 4 espadas (assumindo que ele não tenha uma). Aposte enquanto sua mão é a melhor e cobre bem dele se tentar completar o draw. Assim, se a board tem 3 espadas e você tem uma em sua mão os odds de seu oponente ter 2 espadas cai para 2,6% e os odds de ele ter 1 espade cai para 14,4% então as odds que seu oponente esteja num draw de flush são 5,6 vezes maiores que as odds de que ele tenha flopado o monstro. Aposte e proteja!

Conectividade: aqui estamos falando sobre quantas cartas para um straight uma board pode ter. Um flop monocrômico J-T-9 é MUITO mais perigoso que um flop monocrômico J-7-2. Sempre esteja ciente dos straight draws – eles são uma mina de ouro pra o jogador de poker “economizador” porque muitas pessoas deixam ele escapar. Quando o flop vem A-K-Q, o jogador com JTs acabou de levar o stack com o raiser pré-flop com AK. Quando a board é conectada, você precisa ficar esperto com as 2 possibilidades separadas: seu oponente pode ter 2 pair e seu oponente pode ter um open-ended straight draw. Frequentemente, 2 pares é a coisa mais assustadora, porque sua mão-fraca-mas- feita está contra um draw muito específico. Um straight draw pode se tornar um monstro quase imbatível, mas ele tem que CHEGAR LÁ primeiro. Em small stakes, muitos jogadores vão jogar passivamente um draw, dando check/call com um draw na esperança de completar, mas vão jogar agressivamente com 2 pares. Seus oponentes mais fortes vão jogar AMBAS as mãos fortemente. Quando alguém te dá raise numa mesa razoavelmente conectada você precisa decidir se ele esta provavelmente no draw ou se, ao contrário,eles floaparam um monstro. Então você vai proceder baseado na força de sua mão em relação ao range que você pensa que é provavel para esse oponente. Assim como uma suited board uma board conectada pode frequentemente ser usada como uma poderosa ferrramenta de blefe-ou semi-blefe. Digamos que seu oponente 30/11/3 dá raise prá-flop de MP e você call em posiçao com 33. Heads-up o flop vem 7-6-5, esse é REALMENTE um bom flop para se atacar agressivamente, considerando os stats do seu oponente, o raise torna overcards muito mais provável do que o normal,então os odds de que esse flop tenha completamente errado seu oponente são mais altos que o normal. Um raise no flop ou um float podem se tornar extremamente valiosos para você. Nessa análise eu estou ignorando seu inside straight draw – é virtualmente inútil, já que é altamente improvável de acontecer e tambám improvável de ser pago significativamente pelo vilão e mesmo assim ter a melhor mão. Não. Eu estou falando que esse flop é bom para você porque é improvável de ter melhorado a mão do seu oponente significativamente. Colocando a pressão necessária, você deve ganhar esse pot bem frequentemente SEM TER de chegar a um showdown.

Valor da High Card: seus oponentes adoram jogar cartas altas. Claro, você passou da fase de dar call em raises com KJo e A9o (Você JÀ passou dessa fase né?) mas eles não. Jogando essas mãos facilmente dominadas, vai se provar muito caro para seus oponentes não atentos, mas entenda essa regra geral: um flop que é pesado de cartas altas é muito mais propenso de ter se conectado com seus oponentes do que um flop que não tem muitas cartas altas. Se um A cair num bordo em um multi-way pot e eu não tenho PELO MENOS AQ, eu geralmente estou fora da mão. Não há nada que os oponentes amem mais que jogar Aces, e quando o flop vem com um Ace, seus oponentes vão se agarrar a esses A como se fossem feitos de ouro sólido. Pior ainda, um par de Ases com um kicker J (ou pior) vai estar enrascado a não ser que esse kicker se conecte ao board também. Pense sobre isso:

Digamos que vc tenha AJ em um board A-high. A próxima carta mais alta é um T. Se outro jogador tiver um A, quais são as odds para que a mão dele derrote a sua? Bem, AK e AQ obviamente lhe tem out-kicked e o improvável AA lhe tem dizimado.

Entretanto, existem 4 OUTROS Aces que te derrotam – aqueles que fizeram 2 pares. Isso significa que vc está atrás, tão frequentemente atrás quanto a frente nessa situação , e isso supondo que seu oponente tenha “só” um A! Você adiciona a isso os outros 2 pares randômicos e sets e sua mão vai ganhar no showdown menos da metade das vezes. Pior ainda, muitos oponentes vão entender a mensagem e foldar seus Ases com kickers fracos, mas não estão propensos a foldar qualquer mão que derrote você. As chances são de que se você, de algum modo, criar um grande pot, você vai estar mais propenso a estar para trás. Resumindo, proceda com grande cautela em A-high boards, mesmo se você tem um AK-high boards são bem perigosas também porque os oponentes mais looses vão jogar muitos kings especialmente suited-kings. Q’s e J’s são menos perigosos como a carta alta de um jogador mas MUITO perigosa como a carta BAIXA. Alguém disposto a jogar KJo preflop nunca foldará essa mão com um J-high flop.

Reconheça que os odds de seu oponente ter errado o board são maiores em boards de cartas baixas, e muito menores em boards de cartas altas. Isso é especialmente verdade se a board tem mais de 1 high card. Uma grande exceção a essa regra: se você DEU RAISE pré-flop – não desista quando o flop vier com uma high card, especialmente se essa carta é um A. Essa é uma chance fantástica de se roubar o pot. Estatisticamente falando, virtualmente qualquer oponente que vc poderia enfrentar tem uma chance menor de 50% de chance de ter um A nessa situação, mas se você apostar o flop eles vão pressupor que vc tenha um. Uma continuation bet standart vai ganhar o pot uma fração surpreendentemente grande do tempo. Se eles derem raise, fold e mova-se pra próxima mão.

Boards com Par: geralmente uma board com par é motivo de celebração. Por quê? Porque com uma board sem par existem nove cartas separadas no baralho não-visto que pode ter dado a alguem um par… Entretanto, com uma board COM PAR esse número cai para somente 5 cartas. Em outras palavras, agora é 50% menos provável que um oponente tenha feito uma mão boa o suficiente para continuar. Você deveria usar isso contra eles se for razoável para você assim fazê-lo. Perceba que se você deu limp pré-flop e o bordo é AAK, você pode usualmente dar check-fold, porque seu oponente não vai acreditar que você tem uma mão boa.

Entretanto se você deu raise pré-flop e o bordo vem 884, uma aposta em um pot heads-up é virtualmente OBRIGATÓRIO: seu oponente vai entender que perdeu, assumir que você tem um pocket pair e foldar ainda mais frequentemente do que foldaria para uma continuation bet típica. Boards com pares são perfeitos para a continuação da agressão pré-flop. Ademais, entenda que a maioria dos jogadores agressivos sabem disso, entao se você estiver em um pot que alguém deu raise e você tem um monstro escondido, considere um slowplay como um flop check-raise ou mesmo um check/call flop, “check/call flop, check/raise turn”.Seus alvos agressivos vão mandar uma c-bet muito frequentemente, entao vc pode pegar um blefe e ganhar um pot maior do que ganharia de outra forma. Obviamente, isso vai ser específico do oponente em questão, mas mantenha os olhos abertos para tais oportunidades.

No turn e no river, problemas similares com conectividade, naipes, cartas altas, e pares no bordo vão continuar, e vão definir a “Textura” do bordo. Como regra geral,um oponente vai continuar em boards altamente coordenados quando ele tiver uma mão forte ou um draw forte, mas um oponente loose pode continuar com tão pouco quanto top pair. Um oponente agressivo pode apostar esses boards perigosos com um draw, um combination draw (straight + flush) ou um par + draw, e mesmo apostar esses boards em um puro blefe. Um oponente passivo apostando um board perigoso, tem uma boa mão – esses caras raramente apostam seus draws. Agora, pra começar a juntar tudo isso, vamos nos mover para a 4ª  regra.


Guia de leitura de mãos 2/5

dezembro 30, 2010
Dando continuidade à série de artigos sobre leitura de mãos, o atual irá tratar de uma análise detalhada das informações que as estatísticas podem nos trazer e os principais erros que o jogador mediano comete ao analisar erroneamente a relação entre elas. Para os que perderam, o primeiro artigo pode ser encontrado aqui. Bons estudos! 

2. Conheça seu inimigo.

Um leopardo nunca muda suas pintas, especialmente em uNL (micro stakes). Juntos , a tríade do HUD (VPIP,PFR e AF) nos diz muito sobre um jogador: loose players jogam loose, tight players jogam tight, jogadores agressivos jogam agressivamente e jogadores passivos jogam passivamente. Categorize seus oponentes em 3 medidas separadas:

Pré-flop loose: um jogador loose preflop tem um VPIP por volta de 40% (Eu inventei um número mas vc entendeu a idéia geral). Esses caras tem lixo pré-flop, e qualquer mão que você esteja disposto a jogar derrota o range dele. Entretanto, tenha cuidado com esses caras post-flop: não há flop que definitivamente não tenha acertado esses caras. Esteja preparado para jogar com cautela quando você não tem um monstro na mão. Isso não quer dizer que vc deva ficar dando check/call , ao invés disso espere estar na frente e aposte consistentemente com suas mãos feitas, mas mantenha as apostas pequenas e tente um pot control. Alternativamente, de raise light e raise forte pré-flop, enquanto sua mão domina o range do seu oponente. O erro dele é jogar mãos demais – explore o erro dele martelando ele pré-flop enquanto você está muito a frente.

Por outro lado, um jogador tight pré-flop tem um VPIP menor que 20%. Esses caras não vão entrar numa mão a não ser que eles tenham algo que valha a pena perseguir. Eles não estão cometendo um grande erro pré-flop, e o único jeito que você realmente pode tirar vantagem dessa característica é roubando suas blinds sem remorso (embora você vá ter que dar instafold se eles pegarem você roubando e você não tiver uma mão honesta).

Agressão Pré-Flop: um jogador passivo pré-flop tem um PFR menor que um quarto de seu VPIP. Isso significa que isso é uma escala variável: enquanto que 10% de PFR é passivo para um jogador que tenha um VPIP de 55% , é agressivo para um jogador que tenha um VPIP de 15%. Alternativamente, um jogador agressivo no pré-flop vai ter um PFR de mais da metade de seu VPIP. Quando estamos tentando decidir o holding de um jogador no pré-flop, devemos usar seu VPIP e seu PFR para chegar a uma conclusão. Digamos que um jogador tenha um VPIP de 40% e um PFR de 20% e ele de um limp na sua frente. Que tipo de mão vc espera que ele tenha? Bem, sabemos que ele está disposto a jogar 40% de das suas mãos; nosso range de amostra para isso era algo como qualquer par, qualquer As, qaulquer K, qualquer broadway, qualquer suited connector. Mas já podemos definir esse range um pouco mais: sabemos que 20% dessas mãos o vilão teria dado raise… mas ele não deu. Se assumirmos que o vilão dá raise com suas mãos 20% top hands, nosso range para isso será algo como : qualquer par, qualquer broadway, qualquer suited A, então TIRE essas mãos fora do range atual. Assim como você desconsideraria 72o quando um nit entra numa mão, você desconsidera QQ quando um maniaco dá limp. Um range provável aqui vai ser a diferença entre os 2 ranges : ou qualquer A suited, K9s ou pior, K9o ou pior, T9s ou pior. É um range bem mais facil de se jogar contra. Entretanto, certifique-se de assistir os showdowns – você realmente quer saber que sua suposição (de que ele joga as 20% TOP hands) está correta ou não. Se você tem um oponente espertinho que dê raise em suas médias 20% e dê limp nas top 10% e 10% piores, seu range vai estar significantemente errado e vc estará em apuros com sua leitura de mãos.

Um grande aviso: as pessoas frequentemente olham para o VPIP de um jogador e concluem que o jogador é um loose idiota. Então eles dão call em seu raise e ficam chocados quando no showdown ele tinha AA. Lembre-se, se você tomou raise pré-flop por um 65/5 , ele vai ter grosseiramente o mesmo range quando você toma raise de um 12/5. Não confunda a atitude loose com um range aberto quando ele dá raise!

Agressão Pós-Flop: Depois do flop, um novo jogo se inicia. As pessoas frequentemente cometem o erro de assumir que um jogador tight pré-flop é tight pós-flop, ou que um agressivo pré-flop seja agressivo no pós-flop. Isso só pode ser descoberto por observação. Eu digo para você que toda combinaçãode estilos pré-flop e pós-flop é possível e nenhuma é terrivelmente incomum. O verdadeiro TA/TA (tight-agressive pré-flop,tight-agressive pós-flop) e LP/LP (calling station pré e pós flop) é somente uma forma de oponente. Outro tipo de jogador muito comum é o TA/LA: sempre agressivo e solidamente tight pré-flop, esse oponente joga mãos tão infrequentemente que quando ele acha algo – qaulquer coisa – que ele esteja disposto a jogar pré-flop, ele não consegue largar. Ele se torna um maníaco pós-flop, confiando em equidade de fold e uma starting hand melhor para ganhar dinheiro. Outro jogador comum é o TP/TA, que vai de nit pré-flop pra aggro-monkey pós-flop. Se eles não acertam o flop eles estão fora da mão, mas se eles acertam eles vão martelar toda street e tentar acabar all-in no showdown. Menos comum nos uNL, mas crescentemente comuns nos níveis mais altos (e mortalmente-perigosos quando fazem tudo certo) é o LP/TA: esse jogador é um total calling station idiota pré-flop. Você vai ver frequentemente números de 75/11 ou 68/6 com esses caras. Não caia nessa. É uma armadilha. Esses caras atirando muitas fichas no maior número de pots que eles puderem entrar de modo barato, e então , depois do flop eles jogam POKER. Eles vão dar fold uma tremenda fração do tempo no flop, escapando por 1 BB mas quando eles acertarem algo, vai ser algo ardiloso como o diabo e sólido-sólido-sólido. Eles então entram em modo-agressivo, apostando incrivelmente pesado e se apoiando em TAGs não-observadores que dão call light porque “hey, esse idiota é 72/7, meu TP3K domina o range dele”. Eles ganham o stack de mais TAGs do que você ou eu poderiamos sonhar, porque a imagem deles dão a eles uma ação gorda-louca pós-flop. Então a regra é: pós-flop é um jogo novo, espere que as pessoas joguem um estilo diferente pós-flop e pré-flop, e tente rapidamente sacar AMBOS os estilos.

Agora, uma vez que estamos no flop e além, nós temos que usar a agressão média e “tighteza” pós-flop para decidir qual o holding de um jogador, refinar nosso range original baseado no jogo pré-flop deles. Isso nos leva ao nosso terceiro mandamento.


Guia de leitura de mãos 1/5

dezembro 29, 2010
Escrito por Pokey – Fórum 2p2
Traduzido por andre–sp – Fórum MaisEV
Adaptado por Yuri Utumi – Poker Artigos

Então você tem bottom set em um bordo com 3-flush e seu oponente acabou de dar check-raise all-in. O que você faz? Bem, a primeira coisa que você faz é colocar seu oponente em uma mão. Leitura de mãos é simultaneamente a mais importante e mais difícil coisa que um jogador de poker faz. Alguns dos melhores jogadores do mundo ignoram muitas (ou todas) das outras “regras” do poker, mas com habilidades muito acuradas de leitura e fazem montanhas de dinheiro. Outros jogadores são excepcionalmente bons nos fundamentos, mas são péssimos em leitura e por isso se matam para ganhar consistentemente na NL50.

Infelizmente, não há “fórmula mágica” para leitura de mãos; afinal de contas, seus oponentes trabalham duro para EVITAR que vc saiba as cartas deles. Entretanto, enquanto exista muita “arte” em hand reading, o básico é descritível. Depois de pensar um pouco eu inventei os 5 Mandamentos de Hand Reading.

1. Conheça esses números.

Então você sabe que o oponente que acabou de dar limp tem um VPIP de 30%; o que 30% realmente SIGNIFICA? Sabemos que ele é loose, mas você esta ciente do que seria 30% das mãos distribuídas? Aqui estão algumas probabilidades de se receber uma mão pré-flop de um range específico:

poker probabilidade tabela artigos online porcentagem estatistica

Para te dar uma idéia BEM ampla do que significam essas porcentagens, retiramos do Poker Stove (Não sabe o que é Poker Stove? Tente procurar neste artigo) alguns exemplos, de ranges em potencial:  

De novo, lembre-se de usar o range relevante: um jogador que é 65/10 é mais loose que o range de 50% quando dá limp mas tem um range um tanto quanto mais tight se ele der raise. Perceba também que alguns jogadores que são loose-passive irão dar raise com SEGUNDAS-melhores mãos como 88-JJ, AJ,KQ, e 54s-JTs, mas não com ultra-premium hands como QQ+,AK e AQ – essas ele vai dar slowplay para esconder sua mão. Preste atenção nesses caras no showdown e tente entender como eles jogam sua mãos verdadeiramente grandes. Os números de agressão pós-flop também dizem muito sobre um jogador. Quando um jogador com uma agressão média de 8 dá raise pré-flop e então dá check pra você, suspeite de uma armadilha: isso é muito frequentemente uma mão muito forte que que está tentando um check-raise. Quando vc recebe essa mesma aposta pré-flop e o mesmo check no flop de um jogador cuja agressão media seja 1,3 é mais provavel que seja um jogador que errou o flop e está desistindo. Quando essa mesma jogada vem de um jogador com agressão media de 0,4 , vc não ganha informação nenhuma do check – dar check é simplesmente o que esse cara sempre faz. Mentalmente divida os jogadores em 3 grupos – agressão alta, agressão média e agressão baixa – e então aja de acordo. Esteja MUITO ligado se um jogador agir fora de seu padrão : o passivo pós-flop que lidera e dá raise , quase sempre tem um monstro, e vc pode dar fold sem se preocupar. O ultramaníaco que dá check/call em 2 streets também tem um monstro, e está esperando pra te arrebentar. Não caia nessa. Tudo isso nos leva ao nosso 2º mandamento.