Poker é jogo de azar?

dezembro 30, 2010
Escrito por Yuri Utumi – Poker Artigos

A temática da legalidade no poker é um assunto muito discutido entre os entusiastas do jogo, principalmente no Brasil, onde a legislação é nebulosa e superficial, deixando o assunto à mercê da interpretação pessoal do jurista. Assim, a primeira dúvida que nos aparece sobre toda essa situação é resumida pela seguinte pergunta: “afinal, o Poker é ou não proibido no Brasil?”

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Partindo da uma regra geral do Direito brasileiro que entende “não haver crime, nem pena, sem que haja lei penal anterior que os defina”, o Poker pode ser considerado legal dentro do território brasileiro. Não há nenhuma lei no ordenamento que verse explicitamente sobre o poker. O problema, porém, se encontra ao lermos o Decreto-Lei n° 3.688/41, quando em seu capítulo VII, discorre sobre os jogos de azar e assim os define no parágrafo terceiro do seu artigo 50:

§ 3° – Consideram-se jogos de azar:

a) o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte;

b) as apostas sobre corrida de cavalos fora de hipódromo ou de local onde sejam autorizadas;

c) as apostas sobre qualquer outra competição esportiva.

A questão, portanto, é anterior a tudo que analisamos até agora: o poker é ou não um jogo de azar? Caso a afirmação proceda, o poker só poderia estar tipificado no item “a” – “o jogo em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte”. Já é sedimentado (temos esse e principalmente esse exemplo) dentro do universo do poker que o jogo requer uma parcela muito maior de habilidade do que de sorte para se vencer. Assim, para além das críticas quanto à substância e ao entendimento do que seria, “ganho”, “perda” e “sorte”, podemos afirmar: a influência da sorte no poker se faz tão presente quanto sua influência (e acredito que todo amante destes esportes irão concordar que há sim uma parcela de sorte no resultado) no futebol, no hockey ou no basquete. Essa idéia pode parecer absurda: “mas como?! Um idiota já pagou meu all-in flop A8T segurando 56o e acertou um runner-runner straight no river! Onde está a superação da habilidade sobre a sorte?! Cara#@$, filha da p@#$!!!”. Sem dúvida, a acho que todos iriam concordar, nesse caso o “ganho” dependeu “única e exclusivamente da sorte”.

A questão, porém, é que o Poker não começa quando as cartas chegam em sua mão e não termina quando elas são mostradas no river. Ele é anterior e posterior à singularidade dessa situação. Difícil entender? Vamos usar um exemplo do basquete. Imaginemos um jogo de basquete com 2 segundos (não faltando 2 segundos, mas com duração de 2 segundos). Sendo assim, imagine que após o início do jogo, um dos jogadores arremesse a bola a fim marcar três pontos do meio da quadra. Habilidade? Sorte? Claro que um arremesso da minha vó conta com muito mais sorte do que do Kobe Bryant, mas até que ponto a partida não será decidida exclusivamente pela sorte?

É por isso que a partida não tem 2 segundos!

E é por isso que o poker não se faz em uma mão. Mas em várias! Assim, o mesmo jogador que ganhou um buy-in dando um call estúpido com nada no flop, perderá o triplo após algumas centenas de mãos. Não estou dizendo que poker é um jogo determinista. Que o melhor jogador sempre vai ganhar. Para além a sorte e da habilidade existem inúmeras variantes que definem quem irá ganhar um grande torneio ou um Durrrr Million Dollar Challenge. Mesmo assim, eu acredtio ter mais edge apostando $1.000.000 em um jogo de par ou ímpar do que em 100.000 mãos contra o Jungleman12!

Além, pode-se entender que por ganho estajmos falando do ganho estritamente pecuniário. Nesse sentido deve-se entender que o poker não pressupõe o a aposta em DINHEIRO para existir. A aposta é sim um prerequisito para o jogo, mas o dinheiro não, sendo esse apenas anexo ao jogo em si. Os grandes casos de “tios que perderam a fazenda” no jogo de poker, pode ser rapidamente explicados com a seguinte indagação: você apostaria dinheiro jogando um jogo que você não sabe jogar? Apostaria dinheiro jogando críquete? Acredito que não. Assim também deve ser encarado o poker.


Seis erros em Slowplay 2/2

dezembro 30, 2010

A primeira parte desta série pode ser encontrada aqui.

#4 – Sem fichas

Quantas vezes você já viu alguém com apenas 6 big blinds dar limp, com um par de ases na mão, e cair fora do torneio quando 4 pessoas viram o flop e uma delas conseguiu dois pares ou algo melhor? O jogador eliminado argumentará dizendo que queria extrair o máximo da mão, e não queria que ninguém foldasse. Na teoria a idéia é correta, mas é muito difícil conseguir isso quando mais de um oponente está disputando com você. Acho que ainda não disse isso… Mas a saída aqui é apostar ou aumentar!!! Há muitos jogadores que pagariam um shove de 6 big blinds. Se todos foldarem, você ao menos levou os blinds/antes. Tentar aplicar slow play sem a quantidade de fichas necessárias é uma receita para o desastre. Por exemplo, digamos que você tenha iniciado a mão com 10 bbs, e com os blinds em 500/1000 e 100 de ante. Você recebe um par de reis. Ao invés de ir all in, você decide apenas aumentar 3x o bb. Dois jogadores pagam e o flop trás uma dama como carta alta e duas cartas de paus. Há 11.500 no pote e você resolve ir all in com os outros 7.000. Os dois pagam, um com A-Q e o outro num flush draw com A-8, que é completado no river. Seus oponentes sabiam que você apostaria de novo, por causa de seu stack, eles foram capazes de jogar mãos especulativas e eliminaram você. Indo all-in no pré-flop, você poderia eliminar o jogador com A-8 e dobrar contra o jogador com A-Q. Moral da história? Você não pode dar slow play sem fichas.

#5 – Ocasionalmente, tudo pode acontecer…

O segundo maior erro ao se aplicar slow play, é fazê-lo com múltiplos oponentes no pote. Não estou falando das vezes em que uma ou duas outras pessoas vêem o flop com você. Estou falando de quando 4 ou 5 pessoas vêem o flop com você. O problema nesses casos é que, a não ser que você tenha quadras, straight flushes ou nut full houses, as probabilidades de alguém conseguir uma mão melhor que a sua aumentam drasticamente. Vamos a um exemplo rápido: Você tem 7-6 e o flop trás 8-5-4 rainbow. Seus quatro oponentes têm as seguintes mãos: QQ, J-T de ouros, 9-6 de paus, e 55. Digamos que você dê check no flop. Quantas cartas no deck melhoraram as chances ou até mesmo colocaram um dos oponentes na sua frente? Qualquer 8, 5 ou 4 dão aos 5 uma mão melhor. Qualquer 7 dá ao 9-6 de paus um straight maior. São 11 cartas que podem te fazer perder. E sequer estamos contando cartas como um segundo ouro, uma segunda carta de paus, outra dama, um nove, que dariam às outras mãos chances de te vencer. Parece repetitivo… Por que é! A jogada correta, com essa grande mão flopada e com múltiplos oponentes no pote é apostar ou aumentar. Tome a mão acima como exemplo, você provavelmente eliminaria o 9-6 de paus e J-T de ouros da mão. Você poderia ser pago pelo 55, e as damas. É melhor ficar um pouco frustrado e levar fichas de 2 jogadores ao invés de arriscar muito tentando arrancar o stack de 4 jogadores. Quanto mais gente no pote depois do flop, maiores as chances de não ser você a levar essas fichas. Entretanto, há um tipo correto de slow play nesta situação. Normalmente, não é bom aplicar um check raise porque ele revela a força da mão, mas em casos onde há muita gente vendo o flop, um check raise pode gerar muito valor porque normalmente outra pessoa também terá uma mão forte, e acabará se comprometendo com o pote.

#6 – Slow play com uma mão que sequer se aproxima do nutz.

Definitivamente, o maior erro em slow plays é aplicá-lo com uma mão que sequer está perto do nutz quando o move é aplicado, ou com uma mão super vulnerável para ser contra-atacada. Mãos que caem nessa categoria são top pairs, dois pares baixos e estúpidos end straights. Com esse tipo de mão, você precisa fazer de tudo para proteger-se. Sim, algumas vezes ela será a melhor mão, mas na maioria das vezes não, então é melhor jogá-la ativamente. Aplicar slow play com essas mão é normalmente um erro monumental. Pense em quantas vezes você flopou um A ou K, segurando AK, e alguém com A-Q ou K-Q acertou o segundo par. Sempre haverá vezes onde você perderá, isso é inevitável. Seu trabalho como jogador de poker, entretanto, e não deixá-los ganhar de você de graça. Mais uma vez… A jogada correta, obviamente, é apostar ou aumentar. Você pode argumentar que é viável aplicar um check raise com essas mãos, mas este seria o único realmente aceitável e obrigatoriamente seu oponente teria de apostar. O check raise só funciona sob estas circunstâncias. Caia o fora da mão com o que você conseguir e quando conseguir, e não dê a seus oponentes oportunidades baratas ou de graça de lhe ultrapassar. Como consertar seus erros com slow play em três palavras ou menos: O slow play é usado por jogadores que normalmente se acham espertos e gostam de criar armadilhas. Há vezes em que essa jogada funcionará, mas elas são poucas, e requerem uma boa mão para fazê-la, além de conhecer seus oponentes. Em todas as outras situações , o slow play é, de forma geral, uma jogada errada. Como consertá-la? Sim, você acertou: “Aposte ou Aumente!”


Seis erros em Slowplay 1/2

dezembro 30, 2010
Escrito por Aaron Hendrix – Universidade do Poker
Imagine que você está jogando o maior torneio de sua vida. Um maníaco na sua mesa tem te atormentado e você já está farto disto, mas tem sido paciente e esperado a melhor oportunidade para arrancar suas fichas. Finalmente, você recebe um par de ases. É o seu big blind e você já pode ver o deleite nos olhos do maníaco, babando por roubar suas fichas. Ele aumenta. A ação roda em fold e você decide fazer algo diferente, e só paga.
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Vilão necessitando do seu call com AJo

O flop é um sonho, A-8-4 rainbow. Você continua armando com um check. Como previsto, seu oponente aposta. Você não quer espantá-lo da mão e só paga. O turn é um rei e você dá check novamente. O oponente aparentemente não gostou do seu call rápido no flop, e dá check também. O river é um 6 e você resolve fazer uma aposta baixa, esperando que seu oponente aumente. Ele faz exatamente isso e você já se vê arrancando todas as fichas dele e engrenando para o título do torneio. Você re-aumenta e instantaneamente seu oponente vai all-in. Você ansiosamente mostra a trinca de ases, mas seu oponente abre 7-5 off suit, tendo acertado o straight justamente no river. Você cai fora do torneio.

Slow play é quando alguém decide não ter ações agressivas quando tem uma mão bem forte. Todos amam o slow play, mas na maioria das vezes essa é uma jogada ruim. Com muita freqüência os slow plays acabam saindo de forma errada. Claro, há momentos em que o slow play é correto e será lucrativo se usado de maneira correta. Por exemplo, quando flopamos quadras, full houses ou straight flushs. Nestas situações o que queremos é deixar nossos oponentes se afundarem na mão, principalmente porque sua mão é virtualmente imbatível. Porém, são nas situações onde sua mão pode ser batida que o slow play pode levar à derrota. Neste artigo vamos abordar 6 exemplos desses e como fazer para corrigi-los.

#1 – Flush no flop.

Todos adoram jogar cartas naipadas, então quando ocorre de flopar um flush, sua reação natural é dar check para que outros apostem. Um exemplo clássico disso é quando alguém paga um aumento em posição em um pote multi-way com 10-9 suited. O flop trás Q-6-4 do mesmo naipe das cartas dele. O agressor pré-flop aposta e é pago. Com muito mais freqüência, o herói vai apenas pagar nesse spot. O turn trás uma 4ª carta no bordo do mesmo naipe ou um par para o bordo, e agora o herói não tem idéia de onde está, e acaba perdendo o pote. Um nut-flush flopado é uma das mãos mais vulneráveis que um jogador pode ter. Sim, ela é muito forte, mas em um pote multi-way ele pode acabar perdendo nas futuras cartas comunitárias. Ao invés de aplicar um slow play, apenas pagando apostas ou dando check, a melhor ação aqui é apostar ou aumentar. Isto proporciona duas coisas: ajudará a determinar a mão do oponente, e encorajá-lo-á a jogar trincas ou um Ás daquele naipe. Uma opção é esperar o turn para fazer uma aposta ou um raise, mas você pode acabar perdendo valor nisto. Uma pessoa com o Ás daquele naipe muito frequentemente pagará uma aposta no flop e no turn. Fazendo a aposta apenas no turn, você perde a aposta do flop e também a possibilidade de aumentar o valor da aposta do turn. Por exemplo, se o pote for de 1.000 fichas e você der check no flop e apostar meio pote no turn, você ganhará 500 fichas de seu oponente. Se você apostar meio pote no flop e meio pote no river, você ganhará 1.500 fichas. A aposta no flop torna a aposta do turn maior, aumentando o seu lucro.

#2 – “Mas eu não quero que eles foldem”.

Flopar straights e trincas acontece tão raramente, que quando um desses milagres surge na mesa acabamos não pensando racionalmente e dificilmente jogamos da forma correta, tomando uma atitude muito passiva na ação. Digamos por exemplo que você flope uma trinca de 4 em um bordo com Q-J-4 e dê check no flop. Você agora deu a jogadores com Q-J, K-Y, T-8, A-K, A-T, K-9 e qualquer pocket pair maior que 4 lhe ultrapassar sem nenhum custo. Quando nosso objetivo, com mãos grandes, é conseguir o máximo de lucro possível, precisamos ser capazes de fazer isso enquanto protegemos nossa mão em um bordo vulnerável. Um dos grandes problemas do slow play é que ele na verdade mata qualquer valor futuro da mão que você possa conseguir, já que fica obvio que você tem uma mão monstro quando age. Betar logo de cara com sua grande mão trás muitas coisas que podem tornar a mão lucrativa: Primeiro, coloca dinheiro no pote antes que alguma scared card possa aparecer e levar seu oponente a foldar. Segundo, ela pode disfarçar sua mão. Quase todos esperam que quem flopa o nutz aplique um slow play. Quando você aposta, normalmente os oponentes não lhe colocarão com o nutz, e continuarão na disputa com muitas mãos. A resposta aqui é apostar ou aumentar.

#3 – Aplicando contra o jogador errado.

Para funcionar, o slow play precisa ser aplicado contra o tipo de jogador correto. Para tornar a ação lucrativa sem apostar ou aumentar, você precisa de um oponente que aposte ou aumente contra você. Se você flopar uma trinca contra um calling station, ele só apostará quando tiver uma boa mão, mas vai pagar sempre que tiver esperança de acertar algo, você precisa colocar as fichas deles no pote e fazê-los pagar para tentar acertar o gut shot ou o runner runner flush. Jogadores agressivos são os melhores para se aplicar slow play. Estes são jogadores que fazem muitas continuation bets e aumentam sempre que sentem qualquer fraqueza. Além disso, há algum sentido em aplicar slow play contra um jogador muito tight, já que ele só pagará uma aposta quando tiver uma mão monstro. Claro que você corre riscos, mas essas são situações onde você deve avaliar suas possibilidades. Aplicar slow play contra qualquer jogador que não se encaixe nessas características pode ser considerado um erro. De novo, a solução é apostar ou aumentar para que eles paguem para continuar na mão. Você ficará surpreso, mas no longo prazo você fará mais dinheiro assim do que dando slow play.

Segunda Parte


Guia de leitura de mãos 2/5

dezembro 30, 2010
Dando continuidade à série de artigos sobre leitura de mãos, o atual irá tratar de uma análise detalhada das informações que as estatísticas podem nos trazer e os principais erros que o jogador mediano comete ao analisar erroneamente a relação entre elas. Para os que perderam, o primeiro artigo pode ser encontrado aqui. Bons estudos! 

2. Conheça seu inimigo.

Um leopardo nunca muda suas pintas, especialmente em uNL (micro stakes). Juntos , a tríade do HUD (VPIP,PFR e AF) nos diz muito sobre um jogador: loose players jogam loose, tight players jogam tight, jogadores agressivos jogam agressivamente e jogadores passivos jogam passivamente. Categorize seus oponentes em 3 medidas separadas:

Pré-flop loose: um jogador loose preflop tem um VPIP por volta de 40% (Eu inventei um número mas vc entendeu a idéia geral). Esses caras tem lixo pré-flop, e qualquer mão que você esteja disposto a jogar derrota o range dele. Entretanto, tenha cuidado com esses caras post-flop: não há flop que definitivamente não tenha acertado esses caras. Esteja preparado para jogar com cautela quando você não tem um monstro na mão. Isso não quer dizer que vc deva ficar dando check/call , ao invés disso espere estar na frente e aposte consistentemente com suas mãos feitas, mas mantenha as apostas pequenas e tente um pot control. Alternativamente, de raise light e raise forte pré-flop, enquanto sua mão domina o range do seu oponente. O erro dele é jogar mãos demais – explore o erro dele martelando ele pré-flop enquanto você está muito a frente.

Por outro lado, um jogador tight pré-flop tem um VPIP menor que 20%. Esses caras não vão entrar numa mão a não ser que eles tenham algo que valha a pena perseguir. Eles não estão cometendo um grande erro pré-flop, e o único jeito que você realmente pode tirar vantagem dessa característica é roubando suas blinds sem remorso (embora você vá ter que dar instafold se eles pegarem você roubando e você não tiver uma mão honesta).

Agressão Pré-Flop: um jogador passivo pré-flop tem um PFR menor que um quarto de seu VPIP. Isso significa que isso é uma escala variável: enquanto que 10% de PFR é passivo para um jogador que tenha um VPIP de 55% , é agressivo para um jogador que tenha um VPIP de 15%. Alternativamente, um jogador agressivo no pré-flop vai ter um PFR de mais da metade de seu VPIP. Quando estamos tentando decidir o holding de um jogador no pré-flop, devemos usar seu VPIP e seu PFR para chegar a uma conclusão. Digamos que um jogador tenha um VPIP de 40% e um PFR de 20% e ele de um limp na sua frente. Que tipo de mão vc espera que ele tenha? Bem, sabemos que ele está disposto a jogar 40% de das suas mãos; nosso range de amostra para isso era algo como qualquer par, qualquer As, qaulquer K, qualquer broadway, qualquer suited connector. Mas já podemos definir esse range um pouco mais: sabemos que 20% dessas mãos o vilão teria dado raise… mas ele não deu. Se assumirmos que o vilão dá raise com suas mãos 20% top hands, nosso range para isso será algo como : qualquer par, qualquer broadway, qualquer suited A, então TIRE essas mãos fora do range atual. Assim como você desconsideraria 72o quando um nit entra numa mão, você desconsidera QQ quando um maniaco dá limp. Um range provável aqui vai ser a diferença entre os 2 ranges : ou qualquer A suited, K9s ou pior, K9o ou pior, T9s ou pior. É um range bem mais facil de se jogar contra. Entretanto, certifique-se de assistir os showdowns – você realmente quer saber que sua suposição (de que ele joga as 20% TOP hands) está correta ou não. Se você tem um oponente espertinho que dê raise em suas médias 20% e dê limp nas top 10% e 10% piores, seu range vai estar significantemente errado e vc estará em apuros com sua leitura de mãos.

Um grande aviso: as pessoas frequentemente olham para o VPIP de um jogador e concluem que o jogador é um loose idiota. Então eles dão call em seu raise e ficam chocados quando no showdown ele tinha AA. Lembre-se, se você tomou raise pré-flop por um 65/5 , ele vai ter grosseiramente o mesmo range quando você toma raise de um 12/5. Não confunda a atitude loose com um range aberto quando ele dá raise!

Agressão Pós-Flop: Depois do flop, um novo jogo se inicia. As pessoas frequentemente cometem o erro de assumir que um jogador tight pré-flop é tight pós-flop, ou que um agressivo pré-flop seja agressivo no pós-flop. Isso só pode ser descoberto por observação. Eu digo para você que toda combinaçãode estilos pré-flop e pós-flop é possível e nenhuma é terrivelmente incomum. O verdadeiro TA/TA (tight-agressive pré-flop,tight-agressive pós-flop) e LP/LP (calling station pré e pós flop) é somente uma forma de oponente. Outro tipo de jogador muito comum é o TA/LA: sempre agressivo e solidamente tight pré-flop, esse oponente joga mãos tão infrequentemente que quando ele acha algo – qaulquer coisa – que ele esteja disposto a jogar pré-flop, ele não consegue largar. Ele se torna um maníaco pós-flop, confiando em equidade de fold e uma starting hand melhor para ganhar dinheiro. Outro jogador comum é o TP/TA, que vai de nit pré-flop pra aggro-monkey pós-flop. Se eles não acertam o flop eles estão fora da mão, mas se eles acertam eles vão martelar toda street e tentar acabar all-in no showdown. Menos comum nos uNL, mas crescentemente comuns nos níveis mais altos (e mortalmente-perigosos quando fazem tudo certo) é o LP/TA: esse jogador é um total calling station idiota pré-flop. Você vai ver frequentemente números de 75/11 ou 68/6 com esses caras. Não caia nessa. É uma armadilha. Esses caras atirando muitas fichas no maior número de pots que eles puderem entrar de modo barato, e então , depois do flop eles jogam POKER. Eles vão dar fold uma tremenda fração do tempo no flop, escapando por 1 BB mas quando eles acertarem algo, vai ser algo ardiloso como o diabo e sólido-sólido-sólido. Eles então entram em modo-agressivo, apostando incrivelmente pesado e se apoiando em TAGs não-observadores que dão call light porque “hey, esse idiota é 72/7, meu TP3K domina o range dele”. Eles ganham o stack de mais TAGs do que você ou eu poderiamos sonhar, porque a imagem deles dão a eles uma ação gorda-louca pós-flop. Então a regra é: pós-flop é um jogo novo, espere que as pessoas joguem um estilo diferente pós-flop e pré-flop, e tente rapidamente sacar AMBOS os estilos.

Agora, uma vez que estamos no flop e além, nós temos que usar a agressão média e “tighteza” pós-flop para decidir qual o holding de um jogador, refinar nosso range original baseado no jogo pré-flop deles. Isso nos leva ao nosso terceiro mandamento.